Nov 20

É, pensei muitas vezes que o clima ‘ambiente corporativo’ era fácil demais, e que eu iria me adaptar muitooooo rápido. Ás vezes penso que não é bem assim, essa história de burocracia pra lá, relatório pra cá é um pé no saco. Você sente que seu tempo está sendo desperdiçado, e sua produtividade vai pelo ralo, enquanto os seus projetos ficam cada vez mais complexos, e os prazos diminuim numa proporção inversa.

Claro, os lados positivos tem que ser levados em conta, muito em conta. Benefícios, vale-isso, vale-aquilo, planos e seguros. E além disso tem a melhor parte, que esse tipo de empresa costuma ser flexível, dar oportunidades de crescimento impensáveis se falando dos ambientes em que eu estava acostumado em Uberaba.

Mas no fim das contas, meus pensamentos continuam a ser focados nas minhas insanidades de sempre, colocar a vida em dia, matar fantasmas, cumprir palavras, juntar uma grana, e sumir no mundo. Me procurar, me encontrar por aí, como já disse uma vez, em Londres ou São Joaquim da Barra.

E quanto ao ambiente corporativo, tô me divertindo, aprendendo e me adaptando. Dando meus palpites e levando na filosofia de sempre: “sempre o seu melhor”!

Fim de ano chegando…em breve quero fazer aquele balanço, nunca fui dessas coisas, mas esse ano foi especial, merece!

Nov 18

Passos largos e sem destino
Temo a vida longa, temo a morte repentina!

Palavras belas e atitudes desumanas
Ó inteligente Homem, insensato Homem!

Seus passos largos pisam as belas paisagens
          [somente um retrato restou…
Ó poeta inspirado, ó Grande Civilização!
Grandes histórias são apenas grandes histórias
          [apenas poesia nos deixou…
Vamos fazer história, você e eu
À passos largos e sem destino
História para solucionar a razão

Formigas você e eu, formigas atrás do doce vão
Mas vão fazer da busca a guerra da vida?
Vão se unir as formigas, vão viver em vão?

Se conseguirem, encontrarão cana-de-açúcar e bom chão
Se conseguirmos, você e eu
Não teremos vivido tão em vão

…mas restará nosso retrato,
e restará nossa poesia
Pisada caída bela paisagem
De bom chão

Versão do Gui (Guilherme Tensol)
Feita na madrugada de ontem.

Nov 16

Passos largos, sem destino
Vida longa, morte repentina
Palavras belas, atitudes desumanas
Homem inteligente, pessoas insensatas.

Belas paisagens, somente um retrato restou
Poetas inspirados, apenas poesias nos deixaram
Grandes civilizações, apenas a história marcaram
Grandes histórias são apenas grandes histórias.

Vamos fazer história, como solução dos problemas
Ou quem sabe apenas mais um agravante.

Formigas procurando doce, formigas que nunca encontrarão o doce
Mas vão fazer da busca a guerra da vida, o motivo da sobrevivência
Será que as formigas conseguirão um dia se unir?
Se conseguirem, encontrarão terra fértil para plantar cana-de-açúcar
Quem sabe um dia o doce fica pronto.

Passos largos, com destino
Destino belo, desconhecido
Vida longa, gerações futuras
Apenas histórias deixaremos
E quem sabe mais problemas.

Douglas Miguel
12 de agosto de 2006 – 01:08 da manhã

Nov 16

Preconceitos, mitos, lendas, comparações
Mentiras, verdades ou mentiras bem contadas
Lembranças, saudades, fatos, lendas, passado
Falso, superficial, verdadeiro, entregue

O arrependimento um dia virá, e com ele dor
A felicidade um dia virá, e com ela, vida
Meu lugar, no mundo, encontrar, procurar
Minha vida, mutável, estranha, solitária

Não ligue, sinta, respire fundo
Nada melhor do que sensações
Lembranças puras, essas sim, nunca serão esquecidas
Esqueça, espere, virá, forte, de todos os ângulos!

Nov 16

Cada dia que passa essa percepção se torna mais clara, desde que cheguei em sampa tenho passado por várias coisas, situações que me levam a pensar, momentos de auto-crítica, auto-análise…
E estou próximo de muitas conclusões.

A primeira delas é: tenho manias péssimas, sou chato pra caralho, mais do que um dia já fui (quanto tinha uns 14,15 anos) e preciso mudar, e muito…escutamos as coisas muitas vezes como brincadeira, mas percebe-se claramente como essas críticas tem aquele total senso de verdade implícito, quase que como cuspido na sua face.

Esse estar chateado, isolado, calado, ou maluco (como o Gui me diz alguns dias…kkk) tá me fazendo bem, tô me conhecendo, e entrando nesse processo de corpo e alma…eu sei que muitas vezes não sou um poço de simpatia, mas quem sabe daqui à alguns anos eu me torne uma pessoa mais interessante, agradável, e até aprenda a lidar com diversas situações com a mesma facilidade e naturalidade que alguns que conheço, às vezes é chato ser o diferente.

A segunda delas: é, tô cansando dessa história de ser o bonzinho, legalzinho, o bobinho e não mais o quê, não vou mais ficar pagando de palhaço pra ninguém…chega…essa história de fazer as coisas sem pedir nada em troca, todo mundo pede sim, alguns pedem mais, eu sempre esperei o mínimo de consideração e respeito, e se, muitas vezes, nem isso se tem, então o jeito é fazer como todo mundo, ligar o FODA-SE e fazer o seu. E tenho dito!

Veja que, analisando com calma, são duas conclusões distintas, opostas, mas é isso que buscamos não, equilíbrio, ying-yang…portanto, algumas decisões foram tomadas, outras ainda serão, e sei não, mas muito está por vir ainda, e promete!

Nov 11
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Às vezes é assim mesmo, lutando guerras perdidas, tentando, tentando…o motivo, razões que a própria razão desconhece (já ouviu algo sobre?), talvez o motivo seja o outro lado, desconhecido, inexplorado, fascinante, talvez seja o ego, orgulho, a sensação de perder é sempre ruim.

Tem dias que tudo muda, você vence uma pequena batalha e acha que o joga vai virar, mas sabe, é doce esperança humana, só te levando, levando à mais…nosso corpo gosta de emoções, ele procura sempre pelo mais estimulante, mesmo que seja doloroso.

Lutando batalhas, dia após dia, pensamentos que vem e vão, e trazem consigo uma auto-análise…difícil admitir que me deixei envolver nessa guerra.

E agora? Simplesmente não sei…a guerra parece perdida, mas existe sempre aquele dia em que tudo muda, tô esperando ele chegar novamente…

Nov 10

Engraçado como às vezes a opinião mais importante pra gente, é justamente daquela pessoa que sempre te detona, no meu caso não poderia ser diferente.

Acho que dessa vez jogo a toalha, porra, preconceito tem limite, tá certo que minha mãe nunca curtiu tattoo, as minhas, menos ainda, agora, só porquê eu fiz mais uma tattoo ela não tem direito de ligar falando merda, só pra machucar.
Ligar pra jogar na minha cara que nunca tive pai, que precisava de um pra me ensinar a viver, o que ela sabe sobre viver sem um pai, nunca valorizou nada que eu fiz…nada mesmo.

Sempre ralei muito, sempre estudei, corri atrás dos meus sonhos, e mais, tive coragem pra vencer obstáculos, se não fosse, como estarei em sampa, e olha que vim pra cá na raça, sem grana, só com minha experiência profissional e vontade de fazer acontecer.
E ela sempre foi assim…quando passei em 1º no vestibular da UNIUBE, consegui bolsa de 80%, me deu aqueles parabéns mais sem graça do mundo, quando montei empresa, sempre ouvindo que não ia dar certo, que tava no ramo errado, que tinha mesmo era que fazer concurso público, ou entrar pra merda da PM, é como disse no título do POST, quer saber, VAI PRO CARALHO!

Tô oficialmente entregando a toalha, vou procurar outra pessoa pra tentar mostrar que vou conseguir, vou superar todas as filha-da-putagem que a vida me faz e vencer! E tenho dito!

Nov 10

Um mês sem escrever, quase seis meses em São Paulo, e as últimas semanas marcantes, eletrizantes, animadoras, drásticas…

Fiz uma tattoo nova (foto no orkut), na loucura, fui pra Uberaba no feriado de finados, e chegando lá decide, marquei e fiz, loucura, 4 horas de sessão, perna inchada uma semana inteira, mas compensou, ficou linda, gostei muito do trabalho, e bom, vamos colocar à prova a velha supertição do número ímpar de tatuagens…3 é ímpar, o momento é ímpar, e a vida, essa é sempre ímpar!

Além disso teve a chegada do Daniel (amigo que trouxe de Uberaba pra trampar comigo na FCL!), agora tenho companhia pras minhas caminhadas diárias de ida e volta para o trabalho. E mais ainda, ele acabou assumindo a bomba GP5 comigo na empresa, um projeto que estava há três meses envolvido, e resolveram acelerar agora, pra terminar na semana que vem.
Nem preciso dizer que essa foi a semana que mais trabalhei desde que cheguei em sampa né…puts, todo dia fazendo hora extra, quando chegou sexta-feira eu tava só o pó. Mas é isso, semana que vem agora, curtinha (feriado novamente!), e vai ser a mesma paulera, acho que até pior.

Além de tudo isso, ainda tem a questão da implantação da TV Digital no Brasil, e trabalhando na Gazeta, a oportunidade e responsabilidade de estudar sobre o assunto, e talvez integrar uma equipe de programação para essa nova área…tudo depende de mim, do Daniel, e da nossa disposição de estudar sobre, mesmo chegando em casa moído todo dia.

Bom, pra fechar a conta, a vida pessoal continua na mesma de sempre, ainda enfrentando minhas batalhas diárias contra a solidão dessa megalópe louca, a saudade, um pouco de frustação e cobranças diárias (as minhas próprias). Sem falar nos pequenos fatos que poderiam enlouquecer qualquer fraco…não é fácil!

Tudo que posso pensar é: “Vamos Douglas, porra, chegou até aí, vai pirar agora, vamos lá, dá um chance, quem sabe em um ano ou dois tudo se ajeita, se também não quer que tudo volte a ser como um dia foi em apenas alguns meses…ahhhh, dá um tempo, porra!”, e o que mais poderia me confortar, kkkk…nada…