Dec 26

O paradoxo do nosso período na história é que temos prédios maiores,
Mas temperamentos mais curtos;
Estradas mais largas,
Mas pensamentos mais estreitos;

Gastamos mais
E temos menos;

Compramos mais
E aproveitamos menos.

Nossas casas são maiores e nossas famílias menores,

Temos mais conveniências, porém menos tempo;

Temos mais estudo e menos bom senso;

Mais conhecimentos e menos capacidade de julgamento;

Mais especialistas e mais problemas,

Mais remédios e menos saúde.

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos demais,

Rimos de menos, dirigimos com demasiada velocidade,

Perdemos com facilidade a paciência, dormimos muito tarde,

Levantamos com o corpo quebrado, lemos pouco,
assistimos TV em demasia e rezamos raramente.

Multiplicamos as nossas posses, mas reduzimos o seu valor.

Falamos demais, amamos de menos e odiamos muito.

Aprendemos como ganhar a vida, mas não como viver.

Adicionamos anos às nossas vidas e não vida aos nossos anos.

Fomos à Lua e voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua,
Para falar com o nosso novo vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, mas não o interior.

Fizemos coisas maiores, mas nem sempre melhores.

Às vezes limpamos o ar, mas poluímos as almas.

Conquistamos o átomo, mas não os nossos preconceitos.

Escrevemos mais e aprendemos menos;

Planejamos mais e conseguimos menos;

Aprendemos a correr, mas não a esperar;

Construímos cada vez mais computadores, para armazenar mais
informações e produzir mais cópias,
Mas nos comunicamos cada vez menos.

Estes são os tempos do “fast food” e da digestão lenta;
De homens grandes, com personalidades mesquinhas;
De lucros enormes e relacionamentos pequenos.

Estes são os dias de dois empregos e mais divórcios;
Casas mais bonitas e lares desfeitos.

Estes são os dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis,
moralidade abandonada, encontros por uma noite, obesidade disseminada e pílulas para tudo, da alegria à calma e até à morte.

É um tempo onde há muito nas vitrines e pouco no depósito.

Um tempo onde a tecnologia permite que você leia isto e escolha o que fazer:
Dividir este sentimento ou apenas clicar em DELETE.

Lembre-se, diga uma palavra boa para aquele que lhe olha com medo,
Porque aquele pequenino crescerá em breve e o abandonará.

Lembre-se, abrace com carinho quem estiver ao seu lado,
Porque este é o único tesouro que você pode oferecer, sem lhe custar nada.

Lembre-se de dar as mãos e aproveitar o instante,
Eis que, algum dia, aquela pessoa não estará ao seu lado.

Dê um tempo ao Amor, dê um tempo às palavras, dê um tempo e divida os preciosos pensamentos da sua mente.

George Carlin

Dec 26

Estrela solitária
Solitária estrela que guia a noite
Sombras do medo das lentas caminhadas do universo
Torrentes de coragem que movem-te estrela.

Brinda-nos com tua presença
Vai-se sem  despedida,
Feliz ó ti, que dama acompanha a lua
Serás também tua guia?

Estrela solitária posso sentir-te
Seu choro é meu caminho
Teu brilho minha motivação
E o Sol te traz descanso, mas nunca te apagará.

Dec 25

“Eu tava triste, tristinho, mas solitário que um paulistano,
Que um canastrão depois que cai o pano,
Que um vilão de filme mexicano…”

Mas sabe, no fundo solidão não é tristeza. Existe nela tranquilidade, auto-conhecimento. Deitar na sua cama e pensar, sentir a brisa da noite, ouvir o barulho da chuva, ler um livro, traçar planos. Sonhar…apenas os seus sonhos…

Em muitos momentos me parece o pior dos martirios, em outros, deliciosa sensação de liberdade.

Contradições, que tornam interessante a vida, que me fazem mergulhar de cabeça nos meus sentimentos, uma busca por compreensão. Sabe, o jazz que me ajuda…nesta noite de Natal, um ano depois, sozinho, largos passos, sonhos tangíveis.

Me sinto forte, confiante, o fato de estar sozinho não mais me preocupa, nada me preocupada…estou seguro que as coisas estão caminhando. É delicioso conhecer as pessoas sem segundas intenções, e mais ainda saber que justamente por isso algo interessante pode acontecer, foi exatamente isso que senti dias atrás…posso estar enganado, mas raramente acontece nessas ocasiões. Mais uma vez, deixemos que os dias passam e as flores cresçam.

Um noite de Natal diferente, minha. Perfeita para um ateu que sempre se incomoda com essa data, que sempre está solitário, mesmo acompanhado, hoje eu sinto uma alegria dentro do peito. Maravilhoso viver, maravilhoso estar livre…pela primeira vez me sinto realmente livre!

Uma semana, esse é o tempo, a casa será limpa, todos os problemas restantes encaminhados, quero um 2008 de soluções completas, chega de empurrar coisas com a barriga.

Dec 25

Como eu gostaria de sentir seu calor
Seus seios delicadamente tocando meu dorso
Aquecendo meus pensamentos

Os braços, envolventes, me fazendo sonhar
Queria sentir-te por uma noite
Faz-me delirar!

Seus lábios tocando o meu pescoço, doces e delicados
Pele macia, quente, suave…

Como eu gostaria de sentir seu calor
Seu perfume, a noite, o tempo suspenso
Meu mundo, minha noite
Seu corpo e o meu
Apenas sentir seu calor.

Dec 9

Clima de fim de ano, e várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, muitas mudanças no trabalho, muitos projetos novos, oportunidades e claro, cobranças e responsabilidades.

Gui deu uma doida (pra variar) e resolveu pintar a sala do AP, tá tudo de perna pro ar, mas tá rolando, Kopinha mandou bem nas artes, e estamos aí, dando uma de pintores. Tá ficando bacana. É bom mudar, começar o ano novo de casa nova.
Passei a máquina 1 no cabelo hoje, não sei, mas acho que combina com meus pensamentos, um cara de doido, latino, ou algo assim, só vendo pra tentar definir.

Por falar nisso, como tenho feito levantamentos esses últimos dias, pensando mais do que qualquer época em tudo que aconteceu esse ano, todas as mudanças. Já escrevi várias vezes sobre isso, então nem vou repetir tudo.

Queria mesmo era estar virando o ano mais tranquilo, mas isso parece longe de acontecer. Longe mesmo…mas como sempre falo: “vamos que vamos!”.

Ainda não decidi onde vou passar Natal e Ano Novo, e isso deve acontecer mesmo de última hora, vamos ver se vai sobrar grana pra alguma coisa também. Nessa ‘vibe’ de baixo orçamento tá foda. Tomara que o esquema da chácara do Fifo dê certo, o bando precisa de reunião dessas, muito tempo que nada acontece.

Uma semana de férias me fará bem no fim de ano, tomará que seja a transição final desse ano agitado.

Dec 2

Abriu a porta calmamente e caminhou até o sofá, deixo-se cair, cansado, um dia duro. A mulher apenas deu boa noite, passou pela sala e foi em direção ao quarto. Lá de dentro ela murmurou algo sobre o jantar. Já era assim há alguns anos, sem-sentido, apenas levando nas aparências.

No trabalho não era muito diferente, a única coisa que fez na vida foi passar naquele concurso público, depois se acomodou, alternava entre assistir ao Domingo Legal e ver jogos do seu time local. Às vezes saia da rotina, visitando a sogra, a mãe, ou saindo com o pessoal do trabalho, mas até isso já tinha aquele ar repetitivo dos anos.

O que pensar, nunca havia feito nada que realmente sentisse vontade, morou sempre na mesma cidade, viajou poucas vezes, e sempre amarrado, preso. Deixou de ler, de ouvir música, de virar noites escrevendo, pensando, debatendo com os amigos, deixou de amar, a esposa, o trabalho, a vida, a si próprio.

Mas aquele dia era diferente, decidiu que iria recomeçar, que ainda era jovem, e que tudo poderia mudar.

Foi na cozinha, esquentou o jantar no microondas, comeu com a mesma calma com a qual chegou. Depois, saiu pé sobre pé de casa, sabia que a esposa adormecera profundamente.

Lá estava ele, estrada, destino: SUL, mais preciso do que isso, quem poderia saber, nem ele mesmo.
Levava consigo apenas algumas trocas de roupa, e uma pequena mochila onde guardava as economias de uma vida, pouco menos de 50.000 reais.

Recomeçar.

Para a esposa deixou apenas um bilhete:

“Hoje eu me libertei! Espero que seja feliz, e faça o mesmo.”

————————————–

Pode parecer que essa história não tem nada à ver, mas poderia ser a minha, muitas vezes eu me vi nesse caminho, e muitas vezes lutei para sair dele.
Eu recomeçei sim, mas muito antes do que poderia imaginar, e pensando por esse lado, ainda bem!

Acho que 2007 foi mais revelador do que eu poderia sequer imaginar, 20 anos de vida, um belo número, inesquecível, muitos dizem que é nessa fase que a nossa vida realmente começa, é difícil aplicar regras gerais quando se trata de ser humano, mas é isso.

Dec 2

O destino de um homem
A verdade, os conflitos, a fé
Perdas, ganhos, batalhas
Sem segundas chances.

A vida, morte certa
Conquistas, até onde vai sua honra?
Esperança, força de vontade
Queria me conhecer.

Passo-a-passo,
um dia olhar para trás
E sentir o sabor
Valeu a pena
O destino de um homem.

Dec 1

Seguindo a vibe, vamos para as previsões de 2008, os fatos que têm grande chance de acontecer e outros que eu gostaria muito, sonhos, mas palpáveis:

• Colocar a vida financeira em dia;
• Tirar minha CNH;
• Voltar pra faculdade;
• Comprar minha moto;
• Fazer uma viajem de dois meses pela América do Sul, de moto, ao lado do Fifo;
• Divertir-me mais em sampa;
• Ir menos à Uberaba, porém, passar mais tempo com a minha avó e amigos;
• Ler pelo menos 12 livros;
• Que a TV Digital realmente cresça no Brasil, e que eu aprenda Ginga-NCL;
• Pular de pára-quedas!
• Conhecer uma pessoa especial;
• Estabilizar as mudanças, e aprender a viver de verdade essa nova realidade.

Sonhar nunca é demais, batalhar para que tudo realmente aconteça sempre motiva e que a sorte continue atuando quando necessário!

Dec 1
Eu?

Como o tempo é engraçado, nos molda, nos muda, e nos faz refletir. Como diz a música A Lista do Oswaldo Montenegro:

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você

Como já citei vezes anteriores, tenho pensado muito sobre mim, como sou e no que poderia melhorar, mas ao mesmo tempo penso se sou eu quem precisa mudar, posso apenas estar pegando os atalhos errados.

Uma coisa é fato, pretendo falar menos, me fechar por um tempo, me entender. Talvez seja isso, esteja sendo chato demais.

Muitas vezes eu sinto como não portasse uma identidade, um estilo, ou características diferenciais, se destacam minhas fraquezas, minhas falhas…pode ser loucura da minha cabeça, falta de auto-confiança, pode ser essa minha mania de respeitar demais as pessoas e não ser firme em alguns momentos necessários, só o fato de estar colocando isso tudo em check já é bom.

Dec 1

Não tem jeito, chegando em sampa as primeiras coisas a ser comentar, aquela deixa pra puxar assunto sempre foi o pão-de-queijo, o nosso prato mais famoso, e claro, mais apreciado. Mas uma coisa é certa, podemos fazer o pão-de-queijo mais tradicional, o mais famoso, mais quem é fã mesmo do dito cujo são eles, os paulistas, ou, sendo mais específico, os paulistanos.

Item básico de muitas lanchonetes ou na rua (ambulantes!), e vende aos montes, poderia dizer toneladas.

E ainda zoam, achando que em Minas consumimos tanto quanto eles, pobres paulistas, mal sabem que são eles os verdadeiros apreciadores.

Mas os melhores ainda são os nossos. E viva o pão-de-queijo!