Então é natal…

“Eu tava triste, tristinho, mas solitário que um paulistano,
Que um canastrão depois que cai o pano,
Que um vilão de filme mexicano…”

Mas sabe, no fundo solidão não é tristeza. Existe nela tranquilidade, auto-conhecimento. Deitar na sua cama e pensar, sentir a brisa da noite, ouvir o barulho da chuva, ler um livro, traçar planos. Sonhar…apenas os seus sonhos…

Em muitos momentos me parece o pior dos martirios, em outros, deliciosa sensação de liberdade.

Contradições, que tornam interessante a vida, que me fazem mergulhar de cabeça nos meus sentimentos, uma busca por compreensão. Sabe, o jazz que me ajuda…nesta noite de Natal, um ano depois, sozinho, largos passos, sonhos tangíveis.

Me sinto forte, confiante, o fato de estar sozinho não mais me preocupa, nada me preocupada…estou seguro que as coisas estão caminhando. É delicioso conhecer as pessoas sem segundas intenções, e mais ainda saber que justamente por isso algo interessante pode acontecer, foi exatamente isso que senti dias atrás…posso estar enganado, mas raramente acontece nessas ocasiões. Mais uma vez, deixemos que os dias passam e as flores cresçam.

Um noite de Natal diferente, minha. Perfeita para um ateu que sempre se incomoda com essa data, que sempre está solitário, mesmo acompanhado, hoje eu sinto uma alegria dentro do peito. Maravilhoso viver, maravilhoso estar livre…pela primeira vez me sinto realmente livre!

Uma semana, esse é o tempo, a casa será limpa, todos os problemas restantes encaminhados, quero um 2008 de soluções completas, chega de empurrar coisas com a barriga.

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