Mar 31

A música que vão ouvir é brincadeira
Vampiros não existem, mas sim,
Existem de outra maneira
Alguém suga coisas em você e em mim
A morte é igual, falsa e verdadeira
Mãe do início, avó-do-fim
Que seja a morte o fim da esperança
A morte é o beijo que ficou sem graça
É a velha que já não dança
É quem não gosta de você de graça
É o ciúme que devora e cansa
É a paixão que te incendeia e passa
A morte é a família que te odeia
É a inveja de quem você adora
Como um sangue que sabota a veia
É a tua espera quando alguém demora
É o amigo lá da tua aldeia
Que esqueceu aonde você mora
Que seja a morte a morte de quem você quer bem
É o vício de quem espera a sorte
Pra quem a sorte nunca vem
É a morte de quem vem do Norte
E passa a vida esperando o trem
É o pai que não diz que te ama
Para alguns, Castelo de Vestal
Pra mim é quando alguém me engana
Para alguns é só ponto final
A morte é o quadro-negro com saudade da mão com giz
Para alguns é dor
Para outros, sossego
A platéia vazia é a morte da atriz
Por fim, é um brinde a viver sem medo
Que a vida compense
E que seja feliz

 Composição: Oswaldo Montenegro / Lavínia Vlasak

Mar 28

Passei um excelente final de semana, fiz quase tudo que planejei. Descansei a mente e a alma.

Fazendo pão-de-queijo!Detalhe: até aprendi a fazer pão-de-queijo.

Porém, como sempre, tem que dar alguma bosta. E essa aconteceu na viajem de volta.
Pra começar, o grande “saco de vacilo” aqui deixou pra comprar a passagem no sábado, e conseguiu apenas pro último horário, 00h10 de segunda-feira.

Chegando na rodoviária, depois de encontrar as mesmas caras de sempre, me acomodo na minha poltrona. O primeiro sinal de problemas, o ônibus, por ser o último, é uma carroça, bancos mais apertados e desconfortáveis que os demais.

Ao meu lado um carinha tranquilo, não me incomodaria durante o percurso. Não ele, mas o simpático senhor sentado no banco logo atrás de mim (o último do ônibus diga-se) logo começou num ronco leve.

Alguns minutos depois o filho da puta já quase berrava, e nisso, o Bruno Gordo (um conhecido), que tinha tomado um dramim pra dormir resolve acompanhar nosso ilustre senhor. Pra completar o circo, um casal que estava no banco do lado do meu conversava, bem animados (2 horas da manhã quase). Eu pensei: “Puts…”

Mesmo com o “discreto” ronco (!) eu tive a doce ilusão de que os dois dormiriam (o casal, porque os dois filhos da puta já dormiam profundamente) em breve, ledo engano. Estava feita a “sinfonia do inferno”!

Um velho gordo roncando na minha orelha, o outro gordo que respondia o ronco do companheiro em seguida e um casal conversando, a noite inteira. Eu simplesmente não consegui cochilar por mais de dois minutos ininterruptos.

Chegando em SP!Só agora percebo o quanto aquele merdinha de MP3 player que quebrou tem feito falta. Vou ter que comprar um urgente pra mim! Inferno!

PS: Pra completar peguei trânsito chegando em SP.

Mar 27

Uma nova revelação, você sempre soube mas ainda não tinha compreendido
Uma nova humanização, a nova geração, passando de mono pra estéreo, em vários tons, é sério, é sério
O microfone, meu megafone, tome emprestado um pouco da minha energia, tem sobrando pra todos os lados
Força importante, uma força a mais pra aturar a pressão que tenta esmagar sua mente contra a parede chapiscada da ilusão
Enxergando a realidade por de trás, depois da curva
Apesar da visão turva e obscura da humanidade em geral
Miopia espiritual, pegou um, pegou geral
Dignidade, simplicidade, infelizmente se tornaram artigos de luxo na atualidade
Falta de vontade, disparidade entre discurso e atitude são maiores pilares dessa situação
Escalafobética, patética, na qual nos metemos, pela qual vivemos e morremos
Algumas vezes mais, pra aprender, reconhecer a todos como irmãos, uns mais evoluídos, outros não… mas todos com sua missão
UMA NOVA VISÃO (3X)
O microfone, meu megafone, passando de mono pra estéreo a sua compreensão
Na real, discutir sobre o fim da violência é quase que total perda de tempo, paleativo, nem o sujeiro mais socialmente ativo irá conseguir mudanças minimamente palpáveis
Praticamente apenas praticará o esporte mais popular da humanidade, jogar palavras ao léu, jogar palavras ao vento
Nada muda, enquanto não mudarem os valores na raiz de todos, eu disse todos, exploradores e explorados, violentadores e violentados, tudo é meio a meio, tudo caminha lado-a-lado
Não sei se me entende, mas o que eu digo que a maioria, se movimenta a ação é sempre a mesma
Cadeia alimentar, lei da selva, o mais forte destroça, atropela, passa por cima do mais fraco
Consumismo, super valorização da matéria: o lado espiritual, ou seja, o real, ficou na miséria, a mesma que domina e povoa o planeta terra por sinal
Competição a todo custo, vitória a qualquer custo, estilo de vida fatal, que resultou nesse fiasco, nesse insulto que é hoje a humanidade, esse fracasso
“Faça o que eu falo, não faça o que eu faço”
Eu digo, isso pra mim é o primeiro passo pro que, em bom português, se chama hipocrisia, como é no alto clero, como é em Brasília
B black bota o dedo na ferida, antes de querer que a humanidade mude, que tal mudar um pouco nosso próprio ponto de vista?
Refrão
Paciência sem subserviência é a combinação mais poderosa desse mundo: somos realmente uma coisa só
O efeito bumerangue taí, provando, levando e trazendo o que há de melhor e pior
Plantamos e colhemos em outros cantos e aqui mesmo, portanto não seja dissimulado, você sabe o que está acontecendo
No centro de tudo, no centro da questão tá a preguiça, a falta de disposição pra mudar
Várias preguiças somadas e o mundo sente o efeito, mentalidade falida, morta viva, não tem jeito
Eu tô dizendo: é preciso quebrar as regras daqui, seguir as regras de lá, com confiança, sangue frio, sem se apavorar
Cada um no seu tempo, cada qual no seu caminho, estradas separadas seguindo pro mesmo objetivo. Destino ou não
Pelo menos no momento, uns mais rápidos, outros lentos, porém no subconsciente todos atentos
Formigamento ao ouvir o chamado, eu não invento nada, só transmito os recados, os fragmentos
Fábio, meu irmão, seguimos na missão, a cabeça erguida e no peito a batida que for, meu coração é exclusivo só do meu senhor
Estilo libertário, vivo nesse mundo mas não sou presidiário da matéria
Procuro me disvicular cada vez mais, desapegar, usar somente o necessário pra passar
Pois quando menos se espera, lá vem mais uma despedida do planeta terra… / REFRAO.

 

 

BNegão
Composição: (Letra: Bnegão/ Música: Bnegão, Muzak e Pedro Garcia)

Mar 14

Um mês de AP novo, todos devidamente instalados.

Não cheguei a falar novamente sobre, mas poucos dias depois do POST que comentava a nosso procura pelo “quarto elemento”, ele enfim apareceu: Jefferson, um músico de São José do Rio Preto; tá certo o cara é músico né, não trabalha, só fica lá tocando…kkk, calma Jefferson, calma…brincadeiras à parte, um cara tranquilo, com quem me simpatizei logo de cara. E ainda tem a Cíntia, sua namorada, que também é muito bacana.
Ele até conseguiu me animar a ir numa baladinha onde ele ia tocar, primeira vez que o fiz em sampa, e de cara conheci mais uma região nova, metro Tatuapé, zona leste…aos pouquinhos eu vou conhecendo tudo…

Posso dizer que as coisas saíram melhor do que o esperado, comprei a mesa do PC e uma cadeira, minha vó me deu uma cama de presente (só pra constar, cama de casal, box, com molas barulhentas e tudo). Falta o guarda-roupas, a cortina, e claro, uma decoração bacana.

A contagem regressiva para 2009 continua, e com ela a dedicação para cumprir todas as  metas traçadas para 2008, colocando assim a casa em ordem para o que promete ser o ano do recomeço, 2009!

Sexta-feira, 18hs, hora oficial do happy-hour, eu vou ficar por aqui mesmo, ficar mais um tempo…escrevendo, produzindo conteúdo digital inútil.
Ainda tenho que planejar muita coisa também, esse final de semana preciso trabalhar bastante, dar andamento em alguns freelas que peguei. Uma grana extra que estou precisando.

Pra finalizar, gostaria de indicar um CD, “Cien Años de Son” do Compay Segundo, um músico cubano que participou do projeto Buena Vista Social Club, caralho, como esse som é bom, animado, alegre, latino!

Mar 9

A vontade é chorar
mas lágrima não cai.
No peito um buraco
e na cabeça pensamentos
que tentam, buscam, sozinhos…

Lute, sofra e chore na solidão.
Sem toque, calor ou carinho.
Sensação de vazio
que faz as lembranças esvaecerem.

E no fim ninguém se importa.
Já não me reconheço,
começo a duvidar das metas
e todo seu embasamento.

Mar 7

Vida, imprevisível, engraçada e fascinante! Não necessariamente nessa mesma ordem. Nunca pensei estar aqui hoje, no centro de São Paulo, olhando para a Catedral da Sé, trabalhando na Av. Paulista, morando sozinho, cheio de planos, e com tanta história pra contar. Nesse exato momento revivendo e tentando fazer uma auto-análise.

Cheguei até aqui por méritos próprios, sempre com o apoio de grandes personalidades, que deixaram marcas na minha vida. Pessoas inesquecíveis, com quem compartilhei experiências únicas, maravilhosas.

Muitas delas eu subestimei, não levei muito a sério de início, ou mesmo não simpatizei. Surpreenderam-me, provaram seu valor e me conquistaram.

Digo que minha vida se divide em duas fases, e a mudança ocorreu há exatos 7 anos, no dia 7 de março de 2001, quando recebi o convite para me tornar monitor da Bit Company em Uberaba, dia do meu aniversário de 14 anos.

Estava perdido, tentando me encontrar, sem perspectivas para o futuro. Sempre me destaquei na escola, mas isso não era o bastante, precisava de um caminho…e foi isso que consegui aquele dia. Seguiram os fatos citados, e amigos para uma vida.

Depois daquele dia comecei a enxergar um mundo à minha frente, portas se abrindo, e pessoas fascinantes que conheci, as quais sempre busquei extrair o melhor. Gerentes, oradores, grandes vendedores, sonhadores, realizadores, intelectuais ou malucos convictos…que me ensinaram sobre a essência humana. Deixei de ser um garoto ingênuo, caipira…aprendi tanta coisa que seria impossível descrever.

Analisando, diria que sou um daqueles “caras de sorte”, que está na hora e lugar que as oportunidades surgem. Que correm atrás como muitos, mas que sabe que chegou até aqui não somente por si.

Hoje estou completando 21 anos, e, olhando para trás, e revivendo tudo que se passou, estou feliz. Mesmo com todos os problemas que ainda persistem, estou feliz. Os problemas são momentâneos, as experiências vividas até aqui são para toda uma vida.

Tudo que eu posso dizer é: OBRIGADO, à todos vocês!

Mar 4

Alguns meses após começar aqui na Fundação eu recebi um grande presente (ou pepino), fazer a nova versão do site GazetaPress (clique para ver a versão antiga). Um site de venda de fotos.

Já tinham modelado o banco de dados, tinham todos os documentos de escopo e por aí vai, bastava executar. Foi aí que eu aprendi, e descobri, que as coisas não estavam tão “analisadas” assim, muitos fios de cabelos brancos depois, remodelagens no banco de dados e alterações no escopo, terminei a parte administrativa do site. Depois disso, o Daniel (que tinha acabado de entrar na empresa) entrou no projeto. E somou muito. Fizemos o site usando minhas classes, JQuery, vários recursos em AJAX e aplicando tudo que pudemos dos conceitos WEB 2.0.

Seis meses depois o site ficou pronto, no final de dezembro pra ser mais exato. Após testes por parte dos usuários, migração dos dados antigos e “patotis”, cá estamos, dia 04 de março.

Lançamento oficial da nova versão do GAZETA PRESS. A versão 5.0.

GazetaPress

O primeiro grande projeto da minha carreira (de visibilidade nacional), o primeiro na Fundação Cásper Líbero, o primeiro em SP. Temos recebido feedback’s positivos, o que aumenta ainda mais minha satisfação, e me anima para a execução do nosso projeto atual, o novo site do Gazeta Esportiva, simplesmente um dos 100 sites mais acessados do Brasil segundo o ranking Alexa.

E vamos que vamos!