Dentro da noite é só escuridão
Eu tento sair, me soltar
Mas algo me prende
Pela garganta, peito e alma.
Sozinho não vejo saída.
No escuro não encontro ninguém.
No desespero eu me perco,
Em palavras e pensamentos.
Destino, fardo insofismável,
Repleto de fatalidades,
Cheio de angústia,
E a solidão parece piada.
Não é ela que me prende,
é a indecisão, contradição,
medo
[o bobo medo
do tempo, da vida, da cobrança
[de nada
A morte, sempre ela.
O tempo passa, e nunca estamos felizes,
sempre querendo mais,
mas é a escuridão que nos cerca,
sempre, para sempre!
Douglas Miguel
03/04/2008 às 20h20