Carinho virtual

Tenho tido em demasia nos últimos tempos, pessoas que adoro e converso todos os dias virtualmente, tenho diálogos, conto como foi meu dia, leio, desabafo, brinco, dou risada, me divirto, paz mundial, religião, política, sexo, vale tudo. Mas sinto falta de abraço, de toque. Estar nessa cidade louca, longe dos amigos, trabalhando muito e numa fase de “botar a casa em ordem” tem sido o grande desafio; tenho superado muito bem, porém expõe essas feridas, me deixa nu diante dessa necessidade de afeto.

É só saudade de alguém pra ligar, pra dar bom dia ou boa noite, perguntar como foi o dia só pra ouvir a voz, marcar um almoço só para estar junto, tomar um sorvete só pra ficar olhando nos olhos.

Vou me alimentando do virtual, que faz-se sentir como aquele alguém que está te olhando fixo, e mesmo de costas, você sente aquela necessidade de olhar, é sensitivo, é virtual!

3 comentários

  1. Srta. Rosa Says:

    Sabe que tem uma exposição aqui no Rio que fala isso “A Falta que nos Move”, é o nome. E sim, há muito que o virutal pode suprir, sem dúvida. Mas não há o que substitua um cafuné, por exemplo.

    Suerte para usted. Pro papinho, pro almoço, se eu estivesse mais perto, me candidatava. E ainda te fazia meu cunhado, hahahah!

    Bezzos, moço!

  2. Joyce Says:

    É virtual.
    Enquanto tocava pilão marcado, me lembrei…é virtual, só foi isso…
    Amizades as vezes precisam de um pouco de realidade.

  3. Douglas Miguel Says:

    @Joyce: Só precisam de carinho, seja de toque ou virtual. Nada mudou. Você faz parte, está presente…isso é fato.

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