Oct 28

Então um dia me pediram um texto alegre…e eu me perguntei o que é a felicidade nesse emaranhado de sentimentos, sensações.

Bom, fico ainda tentando entender…mas vou tentar. Disse hoje aos ventos que estou vivendo uma fase maravilhosa,arriscando dizer, a mais feliz da minha vida.

A vida está entrando nos eixos. E tudo que planejei para este ano está se concretizando…claro, não saiu tudo perfeito, mas o suficiente.

Felicidade é uma criança que sorri sem motivos, é risada simples, gostosa, que vem sem pedir licença; pra mim é nostalgia, lembranças alegres me trazem um sorriso sincero. Felicidade é não ver o tempo passar, esquecer os problemas. Felicidade é breve, intensa. Uma roda de amigos, conversas e silêncio. Olhares cúmplices. Aquilo que você nunca esquece, mesmo que se lembre apenas com pequenos gatilhos; um cheiro, uma frase, uma cor, um lugar…lembranças de algo que te fez feliz pode, brevemento, trazer tudo à tona, e assim seu corpo/mente te fará feliz novamente.

Então, felicidade para todos nós!

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
.

Vinícius de Moraes

Oct 22

Meus devaneios são curtos; longos os pensamentos sobre a vida. Normalmente eles me levam para o ‘nada’. Ninguém. Apenas meus pensamentos. Silêncio. Apenas os devaneios, curtos e presentes.

Me embriago só, brindo ao ar conquistas. Planos de um futuro incerto. Confiança testada. Provas vazias para meu próprio ego inflado.

Eu critico as futilidades…mas o sou. Não tenho por quem morrer, não tenho sonhos de uma vida, não quero ser cantor, ator ou médico. Quero tudo. Saltar de pará-quedas, viajar o mundo, ser herói e vilão.

Ser tudo é não fazer nada direito. E ser nada…é literal. Não sei o que quero.

Oct 15

Bons dias se passam. Queria sintetizar isso tudo em palavras, mas no momento elas me faltam. Sobra-me um sorriso, tímido ainda. Uma sensação de que o tempo amadure (mais!) e junto traz bons ventos. Resultado de muito trabalho.

Fim de grande projeto se aproxima, estou exausto, ao mesmo tempo que ganhei uma grande oportunidade na empresa. Mudar de setor, aprender uma nova linguagem de programação e conhecer o funcionamento de um importante negócio da Fundação, o BestShopTV. Isso trouxe alívio, segurança para os próximos passos.

Agora preciso tomar decisões importantes, rumos para 2009 / 2010. Isso pesa. Ainda não tenho idéia do que quero. Tem faculdade pra terminar, sonhos para realizar; qual deles pode esperar?

Oct 8

Baseado em uma noite de psicologia real.

“Nós conhecemos alguém, ficamos juntos, aprendemos a gostar. Aí nossa intolerância entra em cena, ela anda lado a lado com nosso egoísmo, nosso orgulho.
Nós provocamos mudanças de comportamento. E depois deixamos de gostar da pessoa porquê ela não é mais aquela que conhecemos!
Paradoxal!”

Eu não me liberto porquê não quero, para tal batalha não existe recompensa à altura. É egoísmo. É esperança maldita que habita no fundo de toda a exagerada auto-crítica. É a sombra de toda a revolta pelas coisas que não acontecem do jeito que quero, foda-se ela e o que ela pensa.

Vivo prazeres curtos, sem intensidade porquê a busco em soberba. A sede anula o que poderia ser.

Eu costumo falar de mim mais do que deveria, insegurança diriam alguns. Sei que ontem eu apenas ouvi, falei duro tudo que pensava. Mal sabia o receptor a receptora que tais palavras eram pra mim.

“Pense logo existo. A existência não necessariamente vem acompanhada de vida!”