Quero tudo que não quero

Meus devaneios são curtos; longos os pensamentos sobre a vida. Normalmente eles me levam para o ‘nada’. Ninguém. Apenas meus pensamentos. Silêncio. Apenas os devaneios, curtos e presentes.

Me embriago só, brindo ao ar conquistas. Planos de um futuro incerto. Confiança testada. Provas vazias para meu próprio ego inflado.

Eu critico as futilidades…mas o sou. Não tenho por quem morrer, não tenho sonhos de uma vida, não quero ser cantor, ator ou médico. Quero tudo. Saltar de pará-quedas, viajar o mundo, ser herói e vilão.

Ser tudo é não fazer nada direito. E ser nada…é literal. Não sei o que quero.

2 comentários

  1. Joyce Rodrigues Says:

    “Ter emoções de chita, ou de seda, ou de brocado! Ter emoções descritíveis assim! Ter emoções descritíveis!
    Sobe por mim na alma um arrependimento que é de Deus por tudo, uma paixão surda de lágrimas pela condenação dos sonhos na carne dos que os
    sonharam… E odeio sem ódio todos os poetas que escreveram versos, todos os idealistas que fizeram ver o seu ideal, todos os que conseguiram o que queriam.” Livro do Desassossego

  2. Joyce Rodrigues Says:

    Quero tudo que não posso e não me contento em ter só pela metade, quero inteiro e cada detalhe. Faço tudo que não deveria, mas o faço sem listas,por assim dizer.
    Gosto de quem quer mais e mais…
    Quero sempre mais de tudo e todos, mais do que estão dispostos a oferecer; e são imperfeições, mas são traços que me desenham.

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