Feb 18

Mal comum neste século da tecnologia, dinamismo, globalização; leia-se, cobranças cada dia maiores, insanidade produtiva, stress; é o famoso: “é urgente” ou “com urgência”.

Tudo é urgente. Parece que as pessoas descobriram que essa palavra impõe medo na maioria dos trabalhadores CLT que rebolam diariamente com medo de serem vitimados pela crise ou qualquer outra desculpa.

Aprendi com esses anos de experiência, trabalhando com stressados, materialistas e imediatistas, desesperados e ‘macacos véios’ que o nível de urgência é algo subjetivo, e deve-se ter ‘felling’ para tal.
Concordem comigo, se for realmente urgente, caso de vida ou morte, ou pior (para nossos amigos gerentes e empresários) vai ser perder grande quantia em dinheiro, a pessoa vai se fazer entender, vindo pessoalmente, ou ligando para deixar tal fato claro.

De resto, se é apenas um email ou telefonema calmo às 17h45 de uma sexta-feira, analise bem, é realmente prioridade e você precisa se foder por isso; ou pode esperar. Mas lembre-se, seja sempre sutil ao lidar com nossos parceiros/colegas/colaboradores com a síndrome da urgência.

Comentem sobre, é urgente.

Feb 5

Impossível determinar quantos já se sentaram naquele balcão e pediram um pedaço de pizza Palmeiras e um chopp claro.
No fone qualquer som do ‘meu’ momento. Do lado de fora, garoa, e São Paulo que não para nunca.
Eu nem estava ali, mas atento a cada mínimo detalhe. O pequenos pedaços de pimentão na pizza, o copo de chopp ergonômico ao ponto de encaixar os dedos na pegada, o cara de óculos na frente que comia calmamente. O garçom que servia alguns pratos generosamente, como disse um amigo, para os frequentadores mais assíduos. A senhora de dentes amarelados de cigarro que reclamava, pois queria uma de Mussarela recém saída do forno.
Um misto de vazio e alegria naqueles minutos de reflexão sobre tanta coisa.

Feb 2

Às vezes eu comento com amigos, apesar de ainda muleque, a preferência que tenho por mulheres, ao invés de meninas.
É certo que é muito mais difícil conquistá-las, não sou nenhum homem com a vida feita; ando de transporte público, hehehe…porém, já tenho certo independência a oferecer.

Fato é que elas agem de forma adulta, deixando de me colocar em algumas situações desnecessárias.

Escrevi à poucos dias sobre a minha ansiedade em relação à uma pessoa que surgiu na minha vida: linda, inteligente, ótimo papo, e já chegou deixando claro que estava interessada (enfatize no ‘claro’);
Ela trabalha na mesma empresa que eu. E desde que estou em sampa nos encontramos nos corredores, aquele lance de ‘oi’ e ‘bom dia’, mas nunca tínhamos nos falado até aquele dia que ela me adicionou no orkut, do nada. Me surpreendeu saber que ela tem 18 anos, aparenta bem mais.

Conversamos durante uma semana, a coisa caminhava de maneira surpreendente. Mas aí do nada ela sumiu, parou de me responder. Hoje apareceu com uma frase no MSN do tipo: “Você é o amor da minha vida, blá, blá, blá.” (não pra mim, aquela sub-mensagem que as pessoas geralmente usam para informar algo que na maioria das vezes ninguém quer saber).

Ou seja, mudou de atitude porque voltou com alguém, ou rolou algo, whatever; o problema  não é esse, só queria ser avisado disso de maneira adulta, para não ficar bancando o idiota, essa é atitude que eu admiro. E não simplesmente começar a me ignorar…nem fui eu quem a procurou.

Fato 1: independente da idade, trate as pessoas com o respeito e responsabilidade merecidos.

Fato 2: pelo a frase poupou meu ’semancol’, que já estava apitando em vermelho há alguns dias, mas tentava (homem né) acreditar que era apenas algo inexplicado.

Feb 1

“O tempo voa e nós não temos asas!”

Essa é umas das frases mais intensas da minha vida. Um pedaço de um texto da peça “Baile de Máscaras”, apresentada pelo grupo Masque, em Uberaba, em 2005, o qual eu fazia parte.

Seis meses de ensaios para duas intensas noites. Uma marca na vida deste até então frio e alienado que vos fala. Aprendi no teatro a sentir a energia das pessoas, dos lugares e dos momentos. Ainda me arrepia lembrar do momento que pisei naquele palco fervendo do TEU (Teatro Experimental de Uberaba).

Meu poema, o mais alegre dentre todo aquele drama, uma peça pesada, de ensaios cansativos e surpreendentes. Hoje, anos depois, paro pra pensar naquele grupo. A maioria eu perdi contato por completo ao longo dos anos. Outros eu vejo raramente.

Agradeço à ‘falecida’, quem me apresentou o teatro e me carregou pro Masque.
O saldo disso tudo: uma nova visão do mundo e dos sentimentos nele presentes, um interesse que nasceu e cresce a cada dia pela arte e uma grande amiga, uma irmã por quem eu tenho um carinho incondicional.

Tem dias que bate saudade dos ensaios de roupa preta, calor infernal daquele galpão da prefeitura, dos exercícios de visualização, do clima pesado criado nas tardes de domingo; acompanhado do alívio de descarregar ali a tensão de uma semana dura.

Entrar para os ensaios do Masque era adentrar em uma dimensão só nossa, onde não existia regras de cárater, conduta, barreiras da sociedade; lá, eu; então muleque de 17/18 anos; podia chorar sem medo de repressão, me expor; e depois sair mais forte.

Para fechar mais esse momento nostalgia, a música do meu poema (esquete):
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Lullaby for Lucifer
Angra

On the sand, by the sea
I left my heart
To shed my grief
A vulture came begging me:
- Feed me with this piece of meat!

I won’t give away
Something I need

On a garden nursery
I let my fancy wander free
Children playing around a tree
Sharing apples happily

Come and rest with me
Lay your hands on dreams

I’ll wait here by your side
‘Till you fall asleep
I’ll wait until you cry
All over me the tears
You hide inside…

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Tradução aqui: http://letras.terra.com.br/angra/44158/
Youtube: http://br.youtube.com/watch?v=sUMoTCkX5Ss

Feb 1

Morte instantânea naquele olhar não correspondido, na pico da alegria, no seu ‘não’, em meus medos; naquele segundo de adrenalina antes dos teus lábios se moverem.
Óbito quando discutimos amenidades, quando sinto raiva; te tenho em fúria, misto de tesão e desejo.

Sentimento de perda quando te deixo, quando és vulto em meu sonho; e se desfaz em névua no abrir de olhos.

Desejos sem sentido que tenho por tudo, e que se perdem em morte fria. Desejos ocultos por ti que ressucitam em explosões curtas.