Jul 16

Nas últimas semanas sinto extrema saudade de casa. Lembro de Uberaba e de pessoas que fizeram parte da minha vida há alguns anos atrás constantemente, queria ter uma máquina do tempo só para reviver coisas, sentir cheiros e o calor de alguns abraços. O clima tem sido deveras frio na terra da garoa.

Um dos principais motivos certamente é a diferença gritante da maneira como os paulistanos e os mineiros tratam as amizades, lá a coisa é mais próxima, é quase uma irmandade…a confiança existe, simplesmente. Aqui parecem todos distantes, sempre fazem a pose do “Foda-se você e o que você pensa. Estou preocupado é comigo.” ou até mesmo, “Sai pra lá caipira, você não é cult suficiente para ser meu amigo…”.

O que temos são pessoas solitárias… tenho sentido a solidão, estou numa ilha, cercado por tudo isso.

Hoje eu saí para um happy hour…bebi umas cervejinhas e isso fez aumentar minha saudade. Fiquei sabendo há algumas horas que o preço das passagens São Paulo – Uberaba subiram, e muita coisa aconteceu na empresa hoje, queria chegar em casa e encontrar um sorriso carinhoso pra me receber.

Espero conseguir viajar em duas semanas como combinei com amigos…

Jul 12

As piores noites são essas, não há mais ninguém para suportar minhas loucuras, ninguém para ligar, para trocar SMS’s ou bater papo no MSN.

No Winamp rola Cartola. Amanhã acordo cedo e vou correr, 10 km para espairecer…e, fato: de nada vai adiantar. Amanhã é domingo, dia da solidão, dia dos meus piores pensamentos, dia que a minha cabeça toma conta e fode toda minha esperança. Aliás…agora entendi tudo, já é domingo.

Boa noite.

Jul 8

Comentei no último post sobre algo que queria escrever e tinha esquecido, pois, lembrei-me. Sobre uma pessoa que perdi, uma amizade que durou algumas semanas com uma intensidade de anos a fio. Vou chamá-la de Marina, e a nossa amiga em comum de Ju.

Conheci Marina através da Ju, uma grande amiga de muitos anos. Ela me encantou. Sério, fiquei olhando-a durante todo o tempo que estivemos próximos, num churrasquinho, e olha que eu estava acompanhado e cuidando da churrasqueira. Depois que minha ficante foi embora fui procurar saber mais sobre ela e Ju disse: “Esquece, ela tem namorado.”

E foi exatamente o que fiz.

Meses depois aconteceu uma excursão da faculdade que as duas estudavam, para SP, tive oportunidade de conversar com Marina. Nos encontramos no MASP e depois fui de penetra no bus da excursão para o Shopping Center Norte. No dia seguinte Marina me add no MSN, e isso foi o começo de longas madrugadas batendo papo, várias e várias vezes foi necessário passar o dia na empresa na base do café por conta “das noitadas”. O papo era sempre ótimo, temos maneiras parecidas de pensar, e é óbvio que isso tornou-se um afrodisíaco, intensificando a amizade. Em poucos dias sabíamos muito da vida um do outro, e nos tornamos confidentes.

Eu realmente estava feliz com a amizade dela, nunca pensei em sacanear o namoro dela, apesar do pequeno climinha; apenas pensava, “se o namorado não existisse”, mas como ele existia, nada podia fazer, apenas respeitar.

O aniversário de Marina estava próximo, e ela me pediu um presente, um CD com algumas músicas, disse que um não seria suficiente, e acabei gravando dez. Eu sou assim, principalmente quando se trata de música.

Organizei de ir pra Uberaba no final de semana da festinha. Fui apresentado ao namorado e família dela. Simpatizei com ele, e fiquei feliz de saber que ela tinha alguém legal do lado. A Ju e suas amigas do churrasquinho completavam os convidados, festinha bem intimista, coisa simples. O problema foi a atenção que Marina me deu, um pouco incomôdo, mas fui bebendo e ficando por lá, sempre que ameaçava partir ela insistia para que ficasse e ajudasse a terminar as cervejas…eu, mesmo percebendo o que acontecia, deixei rolar (grande erro!). Claro, acabou se tornando um desconforto a situação toda. Fiquei lá tempo demais, perdi o ‘timing’ pra ir embora.

Voltei pra SP e nossos papos no MSN continuaram como sempre. Cerca de um mês depois eu voltei à Uberaba. Marquei de ir à um restaurante que gosto muito, um jantar. Chamei Ju, Marina e o namorado, além de outros amigos, às 20h00. Tanto Marina quanto Ju me deram garantia de presença, e lá pelas 21h00 ainda não haviam aparecido.

Liguei pra ela para perguntar o que acontecia (em tom bem humorado e brincalhão), percebi que havia algo errado, ela e o namorado estavam discutindo…e ela disse que não iria mais, e que depois Ju me explicaria o motivo. A ficha caiu na hora…e me dei conta de toda a merda que já estava rolando.

Na mesma hora liguei pra Ju, e ela confirmou tudo…os dois brigaram feio por minha causa no dia do aniversário (ninguém me contara) e também aquele dia. O cara queria ir no restaurante, mas era pra me dar uns socos.

Marina apareceu mais algumas vezes no MSN, mas…nunca mais o papo foi o mesmo, perdi uma grande pessoa com quem me identifiquei desde o dia que conheci. Levantei várias teorias sobre tudo isso: que ela tinha se envolvido comigo, que estava confusa, ciúmes doentios do namorado; e pensei sobre a minha parcela de culpa nisso tudo… :(

Esses fatos ocorreram no segundo semestre de 2008. A coisa toda se apagou aos poucos, eu até esqueci; Mas na semana passada me bateu uma saudade dos papos, das madrugadas sem sono, do entrosamento, do “adivinhar exatamente o que o outro estava pensando”; da amizade, pura e simplesmente.

Jul 5

Flertes, desencontros, jogos, brincadeiras, excessos, frustações, exposição demasiada numa tentativa de concertar erros do passado. O primeiro semestre foi no mínimo o mais agitado dos últimos anos.

A minha terapia tem sido de choque, na última segunda-feira almocei na casa da ex, fui fazer um favor, um pedido da minha ex-cunhadinha, nem esperava encontrá-la por lá, mas lá ela estava, linda, num vestido que eu bem conhecia, alguns quilos mais magra. Qual a tática? Essa mesma, conviver com ela, tratá-la como uma comum, tirar toda a aura de magia que eu mesmo criei…o carinho que sinto, interesse, preocupação, esse jamais serão apagados, nem a sua importância em minha vida.

As outras continuam sendo as outras, vou tentando conquistar ao meu jeito tímido e aprendendo mais e mais do jogo. Elas não tem me tirado para fora da minha própria órbita.

Muitos projetos foram realizados, saltei de paraquedas há duas semanas, viajei novamente para a Serra da Canastra no último final de semana e na última segunda fiz minha 4º tattoo. Já tinha viajado ao sul do Brasil na Páscoa, e tenho planos para mais algumas viajens ainda esse ano, mais alguns saltos de paraquedas e o que mais puder. A facu começa em agosto…é algo que não me traz nenhum sentimento por hora, não tenho mais frio na barriga, medo, entusiasmo…é algo que tenho que fazer e pronto.

Sinto-me finalmente maduro em sampa, recebi uma boa proposta de negócio esse mês, de alguém importante, que pode me abrir muitas portas; parece que tenho sido mais observado do que imagino. E ainda continuo de calça social e all-star, a mesma cara de muleque, falador e sempre disposto; longe dos amigos e de olho nos inimigos, que tento manter por perto.

Engraçado, tinha algo importante que estive pensando esses dias, até formulei algumas palavras para escrever aqui. Foda-se. É madrugada de sábado, já tomei meia-garrafa de vinho, vi um filme antigo; minha vontade agora era de enviar um SMS desejando “boa noite” e dormir; terei que me contentar em apenas dormir. Boa noite.