Aug 26

Como saber que você é um azarado maldito?

Simples: Você conhece alguém legal, que combina com você, rola um clima, papos que duram horas e fluem de maneira natural, mas essa pessoa já tem compromisso. Sendo ela madura e dotada de bom-senso, prefere ficar no seu relacionamento estável, o que não condeno, na verdade, concordo.

Problema é quando essa pessoa te confirma (ou confessa) que esteve balançada por você, te confirma que se afastou todos esses meses por esse motivo…ganhei algumas noites sem sono.
Terei bastante tempo para refletir sobre meu azar.

Fico feliz em saber que consigo conquistar pessoas como ela. Ainda há esperança.

Aug 22

Não gosto de religião. Ligada a ela muitas vezes está o fanatismo, que é por si só umas das piores coisas presentes em um ser humano, seja ele religioso, político, esportivo, whatever.

Não gosto de mulheres obedientes e presas demais aos pais, elas são chatas, medrosas e previsíveis. Esses dias ouvi um: “Nossa, se eu morar com um namorado antes de casar…o que minha família iria pensar?” – me poupe, depois reclamam porque a maioria dos casamentos não dá certo. Malditos fanáticos religiosos conservadores retrógrados.

Não gosto de balada, de festa cheia ou de muvuca. Prefiro conversar com uma pequena turma na mesa, ter a oportunidade de conhecer e me identificar com os presentes. Eu sei, velho e chato, mas já conheci muitos que pensam de maneira semelhante, tranquiliza-me saber que não estou sozinho.

Não gosto de gente rasa, e por isso mesmo não consigo respeitar os “paulistanos 20-25 anos classe média”, bando de muleque mimado que anda de narizinho empinado sabendo-se os donos do mundo. Já de cara surgiram alguns na minha sala da faculdade. Ontem caminhando na saída com a “guria dependente dos pais”, o “paulistano 20-25 classe média” disse, reclamando: “cara, tenho ódio de ‘baiano’, eles só fazem merda, qualquer dia vou sair na porrada com alguém”, e completou com uma história de um “baiano” que reclamou com ele porque ele estava parado na porta do trem. Quem estava com a razão eu não sei, mas do mesmo jeito que eu tenho que me policiar às vezes quando saio falando um monte dos “paulistanos 20-25 classe média”, pra não generalizar e pré-conceituar ninguém antes de conhecer melhor, ele deveria pensar antes de sair por aí falando prum cara que ele acabou de conhecer que não gosta das pessoas que fazem a cidade dele crescer.
Sei que você dizer, “mas você acabou de fazer o mesmo que ele, falando dos paulistanos”, bom, deixo claro que não estou generalizando, só a grande maioria que conheci até agora é assim, mas devem existir os espécimes “gente boa” em algum lugar por aí. E, bom, todas as cidades tem seus prós e contras né. Em Uberaba tá cheio de playboyzinho sem noção. Na facu mesmo já conheci uma turminha bacana. Eu parto do princípio de sempre deixar o cara falar o máximo, para só depois fazer meus julgamentos. Já que sou exatamente o tipo que fala um monte quando conhece alguém.

Não gosto de trânsito, e essa semana eu fiquei preso demasiado em engarrafamentos na Consolação e Av. Paulista.

Não gosto de professores de Matemática que lecionam em faculdades, só tive experiências ruins; malucos, egocêntricos e péssimos contadores de piada (porquê insistem?); e desse tipo, eu já me basto.

Também não gosto de reclamar, mas hoje deu vontade. Não repare.

Aug 11

Durante o segundo semestre de 2006 eu cursava o terceiro semestre do curso de Sistemas de Informações da UNIUBE, em Uberaba-MG, obtive a 1º colocação no vestibular um ano antes, e pagava apenas 20% do valor total da mensalidade.

Tudo estava ótimo, mas naquele semestre eu conheciria a prof. Cidinha, e durante vários papos que tive com ela nos intervalos dos exercícios de suas aulas, fiquei convicto que meu lugar não era ali, na verdade, ela botou minhocas na minha cabeça. Soma-se a isso o fato de 6 amigos, a maioria recém-formados, tem se mudado pra cidade alguns meses antes, e constatemente me perguntaram, mesmo que de brincadeira, quando iria morar com eles.

Eu não sou exatamente um exemplo de pé no chão, e bom, antes mesmo de acabar o semestre já estava decidido, em 2007 me mudaria pra sampa. Quando me mudei, não tinha grana, conegui o emprego num golpe de sorte, que já contei aqui.

Mas uma coisa que nunca comentei foi, o fato principal que motivou minha mudança foi uma meta, a de me formar na IBTA, considerada a melhor instituição de ensino de tecnologia particular do país. Quando cheguei em sampa, claro, a ficha caiu, e vi que não seria tão simples pagar cerca de 800,00 mensais + despesas básicas.

Por muitas vezes pensei que jamais conseguiria, por muitas vezes resolvi que faria um curso numa instituição mais barata e menos conceituada, mas a promoção que aconteceu no fim do ano passado, somada com uma grande mudança de perspectiva na vida pessoal esse primeiro semestre de 2009 me fizeram mais uma vez arriscar, jogar minhas fichas nesse sonho, que hoje se tornou uma realidade palpável.

Segunda-feira, 10 de agosto de 2009, meu primeiro dia de aula; minha ficha só caiu durante a primeira aula, quando ouvia o excelente (primeira impressão) professor de Matemática Aplicada fazer o discurso de prache…

Quando cheguei em casa, meus dois grandes amigos com quem moro me aguardavam com um churrasquinho e uma garrafa de champagne, uma comemoração, um passo à mais…uma vitória. Eu já falei demais o quanto ralei pra chegar até aqui, não preciso disso mais. Hoje só quero agradecer, à eles, à todos que estão verdadeiramente felizes por mim. Obrigado.