Velho chato

Não gosto de religião. Ligada a ela muitas vezes está o fanatismo, que é por si só umas das piores coisas presentes em um ser humano, seja ele religioso, político, esportivo, whatever.

Não gosto de mulheres obedientes e presas demais aos pais, elas são chatas, medrosas e previsíveis. Esses dias ouvi um: “Nossa, se eu morar com um namorado antes de casar…o que minha família iria pensar?” – me poupe, depois reclamam porque a maioria dos casamentos não dá certo. Malditos fanáticos religiosos conservadores retrógrados.

Não gosto de balada, de festa cheia ou de muvuca. Prefiro conversar com uma pequena turma na mesa, ter a oportunidade de conhecer e me identificar com os presentes. Eu sei, velho e chato, mas já conheci muitos que pensam de maneira semelhante, tranquiliza-me saber que não estou sozinho.

Não gosto de gente rasa, e por isso mesmo não consigo respeitar os “paulistanos 20-25 anos classe média”, bando de muleque mimado que anda de narizinho empinado sabendo-se os donos do mundo. Já de cara surgiram alguns na minha sala da faculdade. Ontem caminhando na saída com a “guria dependente dos pais”, o “paulistano 20-25 classe média” disse, reclamando: “cara, tenho ódio de ‘baiano’, eles só fazem merda, qualquer dia vou sair na porrada com alguém”, e completou com uma história de um “baiano” que reclamou com ele porque ele estava parado na porta do trem. Quem estava com a razão eu não sei, mas do mesmo jeito que eu tenho que me policiar às vezes quando saio falando um monte dos “paulistanos 20-25 classe média”, pra não generalizar e pré-conceituar ninguém antes de conhecer melhor, ele deveria pensar antes de sair por aí falando prum cara que ele acabou de conhecer que não gosta das pessoas que fazem a cidade dele crescer.
Sei que você dizer, “mas você acabou de fazer o mesmo que ele, falando dos paulistanos”, bom, deixo claro que não estou generalizando, só a grande maioria que conheci até agora é assim, mas devem existir os espécimes “gente boa” em algum lugar por aí. E, bom, todas as cidades tem seus prós e contras né. Em Uberaba tá cheio de playboyzinho sem noção. Na facu mesmo já conheci uma turminha bacana. Eu parto do princípio de sempre deixar o cara falar o máximo, para só depois fazer meus julgamentos. Já que sou exatamente o tipo que fala um monte quando conhece alguém.

Não gosto de trânsito, e essa semana eu fiquei preso demasiado em engarrafamentos na Consolação e Av. Paulista.

Não gosto de professores de Matemática que lecionam em faculdades, só tive experiências ruins; malucos, egocêntricos e péssimos contadores de piada (porquê insistem?); e desse tipo, eu já me basto.

Também não gosto de reclamar, mas hoje deu vontade. Não repare.

1 comentário

  1. Taci Says:

    Todos nos temos esse “momento”…Sinta em casa meu amigo…
    Bjs, bjs!!!

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