Dec 8

Chuva. Insônia.

Lua cheia. Olhar pela janela e vê-la ficará marcado.
Sou um homem de lembranças, nostálgico. Estas, simples, às vezes duram segundos. Não é preciso mais.

Sim, eu, menino, disse: “sou um homem”, voltei de ‘casa’ maduro, respirei fundo. Sorriso de canto, quase imperceptível.

Cantei durante o trajeto, outrora, ainda na companhia da mesma lua, “Love Me Two Times”.

Lembranças. Simples.
Uma música. Lua cheia.

Nov 12

Eu criei mais uma teoria; mas antes: ’sim, resolvi retomar isso aqui, não vou conseguir deixar o meu site pronto tão cedo, a vida deu uma nova guinada e novas metas surgiram. Bateu a vontade de escrever’.

Ato I

Então, a teoria, ela é muito simples, e faz parte de todos nós quando crianças: “experimentar, ousar e descobrir”.

A teoria tem embasamento empírico forte: o que move o mundo é a mundança, o que motiva o crescimento é o risco e o que nos faz feliz é novo. Simples assim, na teoria, claro. A maioria não tem “bolas”.

Eis alguns exemplos: Mudar de visual todos os dias; comprar um tipo de roupa que nunca usou; ouvir uma música de uma banda que você não gosta, de uma banda desconhecida da Suécia ou Austrália; comer algo exótico, ou que você diz não gostar; experimentar coisas novas na cama; viajar para uma cidadezinha não-turística; fazer esportes de aventura; praticar nerdices; ver um filme do leste europeu seguido de um curta porcamente produzido; experimentar coisas que tiram você de orbita; beber um destilado novo, novas cervejas; contrariar alguém que você ama; gastar todas suas economias numa festa, ou em várias; beber com desconhecidos e conversar como se fossem velhos amigos; é…botei essa merda toda em prática esse ano.

Ato II

Junte a essa teoria um exercício ainda mais complicado, o de dizer o que pensa, de verdade, para as pessoas…mesmo que seja ofensivo ou bizarro; é assustador. Fato, ainda não consigo fazer isso 100% do tempo, mas estou melhorando meus números. Ver a cara de susto do receptor, ou expressão de surpresa faz com que eu me sinta vivo, capaz de despertar emoções sinceras.

Comecei esse texto há alguns dias, mas a falta de tempo me fez abandoná-lo, hoje um fato em uma conversa de MSN-das-madrugadas me fez voltar ao texto e terminá-lo, exatamente esse, dizer toda a merda que se passa pela minha mente, até tuitei meu último pensamento pós-acontecido:
“Dei a ela uma visão tão apocalíptica que prefiriu atacar, depois, …, se retirar. Acho que fiquei demasiado sincero nos últimos anos.”

Passado o mal-estar, dei risadas, sinceras, de quem não deve mais nada e pode simplesmente deixar rolar, despertei ali alguma coisa, chuto que: ofensa, raiva, desconforto e covardia; não importa se o que fiz foi bom ou ruim, afinal isso é apenas conceito e a linha que o divide é tênue. Foi lindo.

Ato III

Esse cárater que estou formando (ou a falta dele! :P ) é ambíguo, contraditório e confuso. Divertido na minha ótica. E os comportamentos imprevisíveis. Isso me dá tesão.

PS: não sei quanto tempo essa recaída literária vai durar.

Jul 12

As piores noites são essas, não há mais ninguém para suportar minhas loucuras, ninguém para ligar, para trocar SMS’s ou bater papo no MSN.

No Winamp rola Cartola. Amanhã acordo cedo e vou correr, 10 km para espairecer…e, fato: de nada vai adiantar. Amanhã é domingo, dia da solidão, dia dos meus piores pensamentos, dia que a minha cabeça toma conta e fode toda minha esperança. Aliás…agora entendi tudo, já é domingo.

Boa noite.

Jun 8

Durante todo o meu crescimento agi de maneira determinada, corri atrás, nem sabia ao certo o que queria. Sabia sim o que não queria, continuar sendo um caipira fudido, sem um pai, e viver uma vida de merda sendo entregador de panfleto de pizzaria e me divertindo com o pão e circo de sempre. (nada contra isso tudo, mas eu sei que posso mais)

Eu agarrei firme todas as oportunidades para chegar até aqui, engoli muitos sapos, e por vezes abri mão de pessoas que não cantavam no mesmo tom que eu, só para seguir em frente.

Hoje a única coisa que consigo pensar é, e se eu tivesse ficado e lutado por elas e não por mim, estaria mais realizado? Ou pelo menos não teria todo esse peso sobre as costas? Talvez teria lá meu emprego de salário mínimo (talvez um pouco mais), um cachorro e pagaria a cerveja do final de semana…eu seria feliz com tudo isso? Não sei. Não estou feliz agora, não tem nada acontecendo enfim. Estou matriculado e volto pra faculdade em agosto, e daí? Faço algumas viajens, compro aquilo que quero, me alimento melhor e faço exercícios regularmente, e daí? É uma rotina de merda. Estou afastado de quem eu realmente amo, isso não me parece sucesso…

Eu tenho irmãos, colegas, affairs, mas quando cai a noite eu tenho a mim. Apenas isso.

Na verdade estou reclamando de nada, nada especial, apenas da rotina e problemas comuns, brigas comuns, pessoas no amanhacer e no fim do dia. Gosto de sentir, de ficar pertubado, ação. Estou aqui por isso, abandonei tudo por isso…abondonei tudo, todos…sinto falta…queria estar naquela esquina comendo batata recheada e rindo do nariz do garçom da Fornacce. Não tinha muito, bastava apenas um olhar para dormir em paz.

May 23

Não tenho medo do desconhecido, nem temo estar só, em todos os sentidos; fiz minhas escolhas e a vida segue. Medo eu tenho do meu “sexto sentido”, do que sinto em relação ao mundo, a sensível perpecção que muitas vezes tenho dele.

Estar certo em relação as minhas previsões me assusta, me enche de preconceitos para a tentativa; e este nem é o maior medo, pois sabendo da mínima chance de estar errado à “primeira impressão” arrisco, claro, preparado para a mágoa que segue. Acho que tenho um Q masoquista. É prazeroso saber-se certo.

O meu medo maior é a dor que sinto quando as outras pessoas não correspondem as minhas expectativas, quando são elas que não percebem o que se passa, quando elas fazem suas próprias escolhas…quando contrariam meu egoísmo e fazem o acham que é certo, afinal, se é a decisão delas, é o CERTO. Tenho medo do meu egoísmo, pois é ele que machuca.

May 15

Viver exije muito tempo. Quando não se dispõe disso o melhor é deixar as coisas acontecerem num ritmo naturalmente lento, mas que respeita sua própria evolução.

Feb 5

Impossível determinar quantos já se sentaram naquele balcão e pediram um pedaço de pizza Palmeiras e um chopp claro.
No fone qualquer som do ‘meu’ momento. Do lado de fora, garoa, e São Paulo que não para nunca.
Eu nem estava ali, mas atento a cada mínimo detalhe. O pequenos pedaços de pimentão na pizza, o copo de chopp ergonômico ao ponto de encaixar os dedos na pegada, o cara de óculos na frente que comia calmamente. O garçom que servia alguns pratos generosamente, como disse um amigo, para os frequentadores mais assíduos. A senhora de dentes amarelados de cigarro que reclamava, pois queria uma de Mussarela recém saída do forno.
Um misto de vazio e alegria naqueles minutos de reflexão sobre tanta coisa.

Feb 1

Morte instantânea naquele olhar não correspondido, na pico da alegria, no seu ‘não’, em meus medos; naquele segundo de adrenalina antes dos teus lábios se moverem.
Óbito quando discutimos amenidades, quando sinto raiva; te tenho em fúria, misto de tesão e desejo.

Sentimento de perda quando te deixo, quando és vulto em meu sonho; e se desfaz em névua no abrir de olhos.

Desejos sem sentido que tenho por tudo, e que se perdem em morte fria. Desejos ocultos por ti que ressucitam em explosões curtas.

Jan 24

Engraçado como não te reconheci das últimas vezes que te vi. Muito mudou, já fazem anos…é…anos, aqueles mesmos que nos juramos inúmeros momentos. Dois meninos.

Sempre que te vejo sinto algo novo, talvez seja isso que impeça de explicar.
Tem algo intágivel que sempre vai permanecer adormecido (agora) dentro de mim, é você, mas o ‘você’ que eu conhecia, ‘você minha’.

Preciso ser claro, esse texto não é mais um daqueles lamentos de perda. Esse tempo já se foi. Tem dias que bate forte um mal estar, apenas me lembro do ‘poderia ter sido’.

Feliz cá estou, depois de um ano duro. E essa tranquilidade me abriu portas, muitas (sim, acredito naquele lance de: pessoas de bem com a vida nunca permanecem sozinhas), alguma delas há de abrigar meu momento.

E você continuará, permanente, adormecida no seu devido lugar, porquê você nem existe mais.

Oct 22

Meus devaneios são curtos; longos os pensamentos sobre a vida. Normalmente eles me levam para o ‘nada’. Ninguém. Apenas meus pensamentos. Silêncio. Apenas os devaneios, curtos e presentes.

Me embriago só, brindo ao ar conquistas. Planos de um futuro incerto. Confiança testada. Provas vazias para meu próprio ego inflado.

Eu critico as futilidades…mas o sou. Não tenho por quem morrer, não tenho sonhos de uma vida, não quero ser cantor, ator ou médico. Quero tudo. Saltar de pará-quedas, viajar o mundo, ser herói e vilão.

Ser tudo é não fazer nada direito. E ser nada…é literal. Não sei o que quero.

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