Fazendo a barba, ele pensava em como odiava fazê-lo. Era por ela, que pedia com aquele jeitinho todas as vezes que percebia que ele se “esquecia”.
Conheceram-se há alguns anos, no cursinho, mas foi só quando se reencontraram naquela tarde fria num café do centro da cidade que se perceberam.
Alguns minutos trocando olhares desconfiados, do tipo “te conheço, mas to envergonhado de perguntar”, ela quebrou o gelo, “Gustavo”?
Telefones trocados, beijos e depois promessas, e ele coloca o barbeador de volta no seu lugar de sempre.
(Pequeno conto que escrevi meses atrás, que inspirou uma idéia de um projeto que falarei mais em breve!)