Aug 26

Como saber que você é um azarado maldito?

Simples: Você conhece alguém legal, que combina com você, rola um clima, papos que duram horas e fluem de maneira natural, mas essa pessoa já tem compromisso. Sendo ela madura e dotada de bom-senso, prefere ficar no seu relacionamento estável, o que não condeno, na verdade, concordo.

Problema é quando essa pessoa te confirma (ou confessa) que esteve balançada por você, te confirma que se afastou todos esses meses por esse motivo…ganhei algumas noites sem sono.
Terei bastante tempo para refletir sobre meu azar.

Fico feliz em saber que consigo conquistar pessoas como ela. Ainda há esperança.

May 23

Não tenho medo do desconhecido, nem temo estar só, em todos os sentidos; fiz minhas escolhas e a vida segue. Medo eu tenho do meu “sexto sentido”, do que sinto em relação ao mundo, a sensível perpecção que muitas vezes tenho dele.

Estar certo em relação as minhas previsões me assusta, me enche de preconceitos para a tentativa; e este nem é o maior medo, pois sabendo da mínima chance de estar errado à “primeira impressão” arrisco, claro, preparado para a mágoa que segue. Acho que tenho um Q masoquista. É prazeroso saber-se certo.

O meu medo maior é a dor que sinto quando as outras pessoas não correspondem as minhas expectativas, quando são elas que não percebem o que se passa, quando elas fazem suas próprias escolhas…quando contrariam meu egoísmo e fazem o acham que é certo, afinal, se é a decisão delas, é o CERTO. Tenho medo do meu egoísmo, pois é ele que machuca.

May 10

Sempre me esqueço que eventos gratuitos e massivamente divulgados em SP (ou qualquer lugar) acabam se autodestruindo com a mesma rapidez que uma enchente inunda avenidas litorâneas.

Inocente da minha parte ignorar o ideal “pão e circo” da Virada Cultural, mais ainda foi me programar para assistir aos shows principais, mesmo que apenas alguns; porém esse ano nem com isso poderia contar, tudo encheu, até mesmo o ‘cine zumbi’, eu juro que tentei ao máximo evitar ‘os populares’.

Fato que estou em casa agora, sábado, próximo das 2h00, sem sono, numa mesa de RPG, prestes a iniciar mais uma sessão de AD&D com a galera. Por quê? Já que não estou cansado e meus acompanhantes pediram arrego. Nota mental: na próxima levar pessoas com culhões para encarar aquele pedacinho do inferno, eu sei que não é pra qualquer um respirar fumaça de maconha a noite toda.

Duas situações engraçadas valem ser mencionadas dentre as várias vistas no evento:
1. Uma mulher (assim, parecia O.o) chega em um PM, estavámos passando bem ao lado no momento, e ouvimos: “O senhor (sic!) sabe me informar onde tá rolando funk?” (esquecerem de avisar pra ela que é virada CULTURAL).
2. Passando pelo palco do Largo do Arouche, enquanto rolava Reginaldo Rossi (sic!), eu ouço de um cara numa rodinha: “O cara só é corno se for curioso!”. (verdade absoluta!)

Agora RPG.

 

Este post foi escrito na madrugada do dia 3 de maio, no meu caderno de anotações de RPG enquanto esperava a sessão começar, somente hoje que parei para digitá-lo.

Apr 16

Pensando sobre o blog, pensando em desativá-lo ou migrá-lo para um endereço qualquer e passar a escrever como anônimo. Não tenho a esconder, não é isso; e muito me chateia a idéia de não usar meu domínio (douglasmiguel.com.br); mas verdade é que me exponho demasiado e muitas vezes falo sobre coisas que não acontecerem ou estão acontecendo; e quando isso se externa as coisas podem tomar rumos diferentes. Não é que isso me prejudique, mas o um pouco de ‘mistério’ sobre o que você realmente pensa é válido; ouvi em algum lugar: “seja sempre você mesmo, mas não muito.”; e aqui eu o sou completamente. Pra chegar até aqui nem é preciso muito…

Eu sempre encarei o blog como terapia (eu comigo mesmo! kkkk), uma maneira de externar o que se passa dentro da minha cabeça quando estou tomado pela emoção, pelo calor do momento. E ler-me dias, meses ou até anos depois; me ajuda a encarar tudo de maneira mais madura, leve. Aprendi aqui, durante esses quase três anos escrevendo para ninguém mais que eu mesmo, que outras pessoas (senão a maioria delas) sofrem dos mesmos tormentos que eu; me tornei menos egoísta; passei a praticar o “se colocar no lugar da pessoa”.

Bom, ainda estou apenas pensando. Deixei ele desativado por dois dias, mas estou reativando nesse momento com este post.

Mar 7

Ela mandou um email hoje, desejando parabéns; sabem que eu ainda tento entender essa lógica.

Ontem fui questionado sobre (tema de uma conversa entre amigos de muitos anos, as ex, já que todos nós tivemos longos relacionamentos que acabaram); havia meses que não tínhamos contato, e da última vez que nos vimos foi pura falta de sorte dos dois, mais ou menos em setembro do ano passado. O mal estar geral passou, mas seria hipócrita da minha parte dizer que falar nela não me incomoda…incomoda sim, prefiro evitar.

Parei pra escrever agora, pra ver se consigo entender isso em palavras; são muitas as teorias…e a minha cabeça confusa vai sempre pender para as piores. Então vou tentar acreditar (mesmo sabendo que ainda vou pensar nisso por um tempo) que ela simplesmente queria desejar um feliz aniversário, como se deseja assim para aquele colega de trabalho que você mal conversa.

Oct 8

Baseado em uma noite de psicologia real.

“Nós conhecemos alguém, ficamos juntos, aprendemos a gostar. Aí nossa intolerância entra em cena, ela anda lado a lado com nosso egoísmo, nosso orgulho.
Nós provocamos mudanças de comportamento. E depois deixamos de gostar da pessoa porquê ela não é mais aquela que conhecemos!
Paradoxal!”

Eu não me liberto porquê não quero, para tal batalha não existe recompensa à altura. É egoísmo. É esperança maldita que habita no fundo de toda a exagerada auto-crítica. É a sombra de toda a revolta pelas coisas que não acontecem do jeito que quero, foda-se ela e o que ela pensa.

Vivo prazeres curtos, sem intensidade porquê a busco em soberba. A sede anula o que poderia ser.

Eu costumo falar de mim mais do que deveria, insegurança diriam alguns. Sei que ontem eu apenas ouvi, falei duro tudo que pensava. Mal sabia o receptor a receptora que tais palavras eram pra mim.

“Pense logo existo. A existência não necessariamente vem acompanhada de vida!”

Aug 27

Tem gente que precisa comprar um gato.
Preocupa-se demais com os defeitos alheios, não consegue respeitar as dificuldades ou pontos fracos.

Eu gosto de conhecer as pessoas, sempre gostei, gosto de conversar, compartilhar experiências e maneiras de lidar/enxergar situações. Isso me torna um chato invasivo muitas vezes, mas foda-se, eu tenho muitas coisas boas para oferecer.

Porém existem defeitos que tornam as pessoas desiteressantes, a intolerância, seja física, mental, social, religiosa, o caralho…querer cuidar da vida dos outros é um sério problema, mal conseguimos cuidar de nossas próprias.

Para esses eu passei a usar uma brincadeira que ouvi uma certa vez (e depois de rir muito, já que foi apropriado para quem ouviu). São pessoas que precisam comprar um gato, que vem com 7 vidas para o xarope cuidar.

Apr 25

Padre voando em balõesSeres humanos são racionais.
Eles matam-se uns aos outros,
Por ódio, poder, medo, dinheiro, insanidade,
por amor, pra ir num show do Calypso,
Por puro prazer!

São racionais porque matam a si mesmos,
Por desespero, medo, insanidade, voando em balões, por amor,
Por puro prazer!

São racionais: deixam semelhantes morrerem de fome,
De frio, asfixiados dentro de carros.

Comentam das tragédias alheias no seus almoços de domingo.
Acompanham a dor como novela, e sentem prazer nisso.

Acreditam em deuses, e cultuam objetos.
Tratam o acaso como milagre e o desconhecido com preconceito.
Não conhecem seu passado e cagam no seu futuro.

Seres racionais.

Douglas Miguel
24/04/2008 às 23h00

Nov 10

Engraçado como às vezes a opinião mais importante pra gente, é justamente daquela pessoa que sempre te detona, no meu caso não poderia ser diferente.

Acho que dessa vez jogo a toalha, porra, preconceito tem limite, tá certo que minha mãe nunca curtiu tattoo, as minhas, menos ainda, agora, só porquê eu fiz mais uma tattoo ela não tem direito de ligar falando merda, só pra machucar.
Ligar pra jogar na minha cara que nunca tive pai, que precisava de um pra me ensinar a viver, o que ela sabe sobre viver sem um pai, nunca valorizou nada que eu fiz…nada mesmo.

Sempre ralei muito, sempre estudei, corri atrás dos meus sonhos, e mais, tive coragem pra vencer obstáculos, se não fosse, como estarei em sampa, e olha que vim pra cá na raça, sem grana, só com minha experiência profissional e vontade de fazer acontecer.
E ela sempre foi assim…quando passei em 1º no vestibular da UNIUBE, consegui bolsa de 80%, me deu aqueles parabéns mais sem graça do mundo, quando montei empresa, sempre ouvindo que não ia dar certo, que tava no ramo errado, que tinha mesmo era que fazer concurso público, ou entrar pra merda da PM, é como disse no título do POST, quer saber, VAI PRO CARALHO!

Tô oficialmente entregando a toalha, vou procurar outra pessoa pra tentar mostrar que vou conseguir, vou superar todas as filha-da-putagem que a vida me faz e vencer! E tenho dito!