Jan 3

Queria escrever algo bacana hoje, mas não vai rolar. Acabei mais uma vez me enrolando nas mil tarefas pendentes (que se tornam pendências por minha péssima administração de prioridades, ou, excelente…depende do ponto de vista).

Queria falar sobre as metas para 2010, o prazo já foi, e estas são tão simples que nem mereciam um post. Queria não estar bebendo essa Red Ale agora, estar tranquilo, mas estou angustiado, me incomoda quando explodem essas coisas na minha cabeça, quando procrastino tanto que perco prazos, preciso dar explicações e simplesmente abandonar o navio. Pelo menos uma coisa foi boa no ano que se passou, eu aprendi, eu sou um ser que trabalho sobre motivação, além disso, sou um metódico de carteirinha, então, nada de querer abraçar o mundo com as pernas, preciso de atividades planejadas, e brechas na agenda para minha mente inquieta, que inisite em parar tudo a qualquer momento e escrever, ler, dormir, ver programas idiotas na TV, ouvir um bom disco, ver um filme, etc.

Aliás, tchau, eu nem deveria estar aqui…

Nov 12

Eu criei mais uma teoria; mas antes: ’sim, resolvi retomar isso aqui, não vou conseguir deixar o meu site pronto tão cedo, a vida deu uma nova guinada e novas metas surgiram. Bateu a vontade de escrever’.

Ato I

Então, a teoria, ela é muito simples, e faz parte de todos nós quando crianças: “experimentar, ousar e descobrir”.

A teoria tem embasamento empírico forte: o que move o mundo é a mundança, o que motiva o crescimento é o risco e o que nos faz feliz é novo. Simples assim, na teoria, claro. A maioria não tem “bolas”.

Eis alguns exemplos: Mudar de visual todos os dias; comprar um tipo de roupa que nunca usou; ouvir uma música de uma banda que você não gosta, de uma banda desconhecida da Suécia ou Austrália; comer algo exótico, ou que você diz não gostar; experimentar coisas novas na cama; viajar para uma cidadezinha não-turística; fazer esportes de aventura; praticar nerdices; ver um filme do leste europeu seguido de um curta porcamente produzido; experimentar coisas que tiram você de orbita; beber um destilado novo, novas cervejas; contrariar alguém que você ama; gastar todas suas economias numa festa, ou em várias; beber com desconhecidos e conversar como se fossem velhos amigos; é…botei essa merda toda em prática esse ano.

Ato II

Junte a essa teoria um exercício ainda mais complicado, o de dizer o que pensa, de verdade, para as pessoas…mesmo que seja ofensivo ou bizarro; é assustador. Fato, ainda não consigo fazer isso 100% do tempo, mas estou melhorando meus números. Ver a cara de susto do receptor, ou expressão de surpresa faz com que eu me sinta vivo, capaz de despertar emoções sinceras.

Comecei esse texto há alguns dias, mas a falta de tempo me fez abandoná-lo, hoje um fato em uma conversa de MSN-das-madrugadas me fez voltar ao texto e terminá-lo, exatamente esse, dizer toda a merda que se passa pela minha mente, até tuitei meu último pensamento pós-acontecido:
“Dei a ela uma visão tão apocalíptica que prefiriu atacar, depois, …, se retirar. Acho que fiquei demasiado sincero nos últimos anos.”

Passado o mal-estar, dei risadas, sinceras, de quem não deve mais nada e pode simplesmente deixar rolar, despertei ali alguma coisa, chuto que: ofensa, raiva, desconforto e covardia; não importa se o que fiz foi bom ou ruim, afinal isso é apenas conceito e a linha que o divide é tênue. Foi lindo.

Ato III

Esse cárater que estou formando (ou a falta dele! :P ) é ambíguo, contraditório e confuso. Divertido na minha ótica. E os comportamentos imprevisíveis. Isso me dá tesão.

PS: não sei quanto tempo essa recaída literária vai durar.

Jul 12

As piores noites são essas, não há mais ninguém para suportar minhas loucuras, ninguém para ligar, para trocar SMS’s ou bater papo no MSN.

No Winamp rola Cartola. Amanhã acordo cedo e vou correr, 10 km para espairecer…e, fato: de nada vai adiantar. Amanhã é domingo, dia da solidão, dia dos meus piores pensamentos, dia que a minha cabeça toma conta e fode toda minha esperança. Aliás…agora entendi tudo, já é domingo.

Boa noite.

Jun 8

Durante todo o meu crescimento agi de maneira determinada, corri atrás, nem sabia ao certo o que queria. Sabia sim o que não queria, continuar sendo um caipira fudido, sem um pai, e viver uma vida de merda sendo entregador de panfleto de pizzaria e me divertindo com o pão e circo de sempre. (nada contra isso tudo, mas eu sei que posso mais)

Eu agarrei firme todas as oportunidades para chegar até aqui, engoli muitos sapos, e por vezes abri mão de pessoas que não cantavam no mesmo tom que eu, só para seguir em frente.

Hoje a única coisa que consigo pensar é, e se eu tivesse ficado e lutado por elas e não por mim, estaria mais realizado? Ou pelo menos não teria todo esse peso sobre as costas? Talvez teria lá meu emprego de salário mínimo (talvez um pouco mais), um cachorro e pagaria a cerveja do final de semana…eu seria feliz com tudo isso? Não sei. Não estou feliz agora, não tem nada acontecendo enfim. Estou matriculado e volto pra faculdade em agosto, e daí? Faço algumas viajens, compro aquilo que quero, me alimento melhor e faço exercícios regularmente, e daí? É uma rotina de merda. Estou afastado de quem eu realmente amo, isso não me parece sucesso…

Eu tenho irmãos, colegas, affairs, mas quando cai a noite eu tenho a mim. Apenas isso.

Na verdade estou reclamando de nada, nada especial, apenas da rotina e problemas comuns, brigas comuns, pessoas no amanhacer e no fim do dia. Gosto de sentir, de ficar pertubado, ação. Estou aqui por isso, abandonei tudo por isso…abondonei tudo, todos…sinto falta…queria estar naquela esquina comendo batata recheada e rindo do nariz do garçom da Fornacce. Não tinha muito, bastava apenas um olhar para dormir em paz.

May 23

Não tenho medo do desconhecido, nem temo estar só, em todos os sentidos; fiz minhas escolhas e a vida segue. Medo eu tenho do meu “sexto sentido”, do que sinto em relação ao mundo, a sensível perpecção que muitas vezes tenho dele.

Estar certo em relação as minhas previsões me assusta, me enche de preconceitos para a tentativa; e este nem é o maior medo, pois sabendo da mínima chance de estar errado à “primeira impressão” arrisco, claro, preparado para a mágoa que segue. Acho que tenho um Q masoquista. É prazeroso saber-se certo.

O meu medo maior é a dor que sinto quando as outras pessoas não correspondem as minhas expectativas, quando são elas que não percebem o que se passa, quando elas fazem suas próprias escolhas…quando contrariam meu egoísmo e fazem o acham que é certo, afinal, se é a decisão delas, é o CERTO. Tenho medo do meu egoísmo, pois é ele que machuca.

Feb 5

Impossível determinar quantos já se sentaram naquele balcão e pediram um pedaço de pizza Palmeiras e um chopp claro.
No fone qualquer som do ‘meu’ momento. Do lado de fora, garoa, e São Paulo que não para nunca.
Eu nem estava ali, mas atento a cada mínimo detalhe. O pequenos pedaços de pimentão na pizza, o copo de chopp ergonômico ao ponto de encaixar os dedos na pegada, o cara de óculos na frente que comia calmamente. O garçom que servia alguns pratos generosamente, como disse um amigo, para os frequentadores mais assíduos. A senhora de dentes amarelados de cigarro que reclamava, pois queria uma de Mussarela recém saída do forno.
Um misto de vazio e alegria naqueles minutos de reflexão sobre tanta coisa.

Jun 19

Acordar ou abrir os olhos?Abrir os olhos não significa acordar,
Tampouco sonhar significa ser feliz.
Esperança não me atrai, me remete à pensamentos de pena.

Tem dias que tenho vontade de começar tudo denovo,
de um tempo onde eu tinha tudo.
Aí vem aquela máxima, se voltamos atrás,
cometeremos os mesmos erros, e é só com eles que se aprende.

Os medos que carrego comigo são bobagens.
Os sonhos também.
Mas abrir os olhos e ver o sol pela manhã é tão bom…
Não dói como a verdade de quem acorda.

Douglas Miguel
19/06/2008 às 18h30

Apr 24

Sabe o que eu amo nas pessoas? Amo as pessoas que gostam da vida, de aprender e se tornar mais interessante do que a maioria.

velho.jpgDas pessoas que pensam antes de falar e falam sem pensar, daquelas que são verdadeiras nos sentimentos. Daquelas que eu sei que nunca vão gostar de mim, nem perder dois minutos de conversa simplesmente porque não sentem vontade.

Gosto das pessoas que amam um estilo, que vivem suas raízes e pregam suas filosofias, que simplesmente não tem perfil, são tudo e todos, de acordo com a necessidade. Atores, profissionais ou amadores que exploram a dor de ser.

“De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada
são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? O antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa… da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro…
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem”

O Teatro Mágico – De ontem em diante

Dec 2

Abriu a porta calmamente e caminhou até o sofá, deixo-se cair, cansado, um dia duro. A mulher apenas deu boa noite, passou pela sala e foi em direção ao quarto. Lá de dentro ela murmurou algo sobre o jantar. Já era assim há alguns anos, sem-sentido, apenas levando nas aparências.

No trabalho não era muito diferente, a única coisa que fez na vida foi passar naquele concurso público, depois se acomodou, alternava entre assistir ao Domingo Legal e ver jogos do seu time local. Às vezes saia da rotina, visitando a sogra, a mãe, ou saindo com o pessoal do trabalho, mas até isso já tinha aquele ar repetitivo dos anos.

O que pensar, nunca havia feito nada que realmente sentisse vontade, morou sempre na mesma cidade, viajou poucas vezes, e sempre amarrado, preso. Deixou de ler, de ouvir música, de virar noites escrevendo, pensando, debatendo com os amigos, deixou de amar, a esposa, o trabalho, a vida, a si próprio.

Mas aquele dia era diferente, decidiu que iria recomeçar, que ainda era jovem, e que tudo poderia mudar.

Foi na cozinha, esquentou o jantar no microondas, comeu com a mesma calma com a qual chegou. Depois, saiu pé sobre pé de casa, sabia que a esposa adormecera profundamente.

Lá estava ele, estrada, destino: SUL, mais preciso do que isso, quem poderia saber, nem ele mesmo.
Levava consigo apenas algumas trocas de roupa, e uma pequena mochila onde guardava as economias de uma vida, pouco menos de 50.000 reais.

Recomeçar.

Para a esposa deixou apenas um bilhete:

“Hoje eu me libertei! Espero que seja feliz, e faça o mesmo.”

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Pode parecer que essa história não tem nada à ver, mas poderia ser a minha, muitas vezes eu me vi nesse caminho, e muitas vezes lutei para sair dele.
Eu recomeçei sim, mas muito antes do que poderia imaginar, e pensando por esse lado, ainda bem!

Acho que 2007 foi mais revelador do que eu poderia sequer imaginar, 20 anos de vida, um belo número, inesquecível, muitos dizem que é nessa fase que a nossa vida realmente começa, é difícil aplicar regras gerais quando se trata de ser humano, mas é isso.

Sep 16

Acordar, repensar, recomeçar…
Um novo mundo de possibilidades, uma nova vida.
Para trás, lembranças…
Na bagagem, grandes amigos e experiências.

Eu queria ser aquele velho negro,
Com uma viola, fumando um cigarro,
E na margem do Mississipi, na sua calma,
Assistindo a correnteza.

A vida passa, e poucas vezes nos damos conta,
E em poucos momentos paramos pra assistir a correnteza.
Acho que só aquele velho negro percebeu isso…

Mas acorde, já é segunda, hora de recomeçar.
Você conseguiu, venceu aquela longa semana,
Prepare-se, a próxima promete…