Jan 3

Queria escrever algo bacana hoje, mas não vai rolar. Acabei mais uma vez me enrolando nas mil tarefas pendentes (que se tornam pendências por minha péssima administração de prioridades, ou, excelente…depende do ponto de vista).

Queria falar sobre as metas para 2010, o prazo já foi, e estas são tão simples que nem mereciam um post. Queria não estar bebendo essa Red Ale agora, estar tranquilo, mas estou angustiado, me incomoda quando explodem essas coisas na minha cabeça, quando procrastino tanto que perco prazos, preciso dar explicações e simplesmente abandonar o navio. Pelo menos uma coisa foi boa no ano que se passou, eu aprendi, eu sou um ser que trabalho sobre motivação, além disso, sou um metódico de carteirinha, então, nada de querer abraçar o mundo com as pernas, preciso de atividades planejadas, e brechas na agenda para minha mente inquieta, que inisite em parar tudo a qualquer momento e escrever, ler, dormir, ver programas idiotas na TV, ouvir um bom disco, ver um filme, etc.

Aliás, tchau, eu nem deveria estar aqui…

Aug 22

Não gosto de religião. Ligada a ela muitas vezes está o fanatismo, que é por si só umas das piores coisas presentes em um ser humano, seja ele religioso, político, esportivo, whatever.

Não gosto de mulheres obedientes e presas demais aos pais, elas são chatas, medrosas e previsíveis. Esses dias ouvi um: “Nossa, se eu morar com um namorado antes de casar…o que minha família iria pensar?” – me poupe, depois reclamam porque a maioria dos casamentos não dá certo. Malditos fanáticos religiosos conservadores retrógrados.

Não gosto de balada, de festa cheia ou de muvuca. Prefiro conversar com uma pequena turma na mesa, ter a oportunidade de conhecer e me identificar com os presentes. Eu sei, velho e chato, mas já conheci muitos que pensam de maneira semelhante, tranquiliza-me saber que não estou sozinho.

Não gosto de gente rasa, e por isso mesmo não consigo respeitar os “paulistanos 20-25 anos classe média”, bando de muleque mimado que anda de narizinho empinado sabendo-se os donos do mundo. Já de cara surgiram alguns na minha sala da faculdade. Ontem caminhando na saída com a “guria dependente dos pais”, o “paulistano 20-25 classe média” disse, reclamando: “cara, tenho ódio de ‘baiano’, eles só fazem merda, qualquer dia vou sair na porrada com alguém”, e completou com uma história de um “baiano” que reclamou com ele porque ele estava parado na porta do trem. Quem estava com a razão eu não sei, mas do mesmo jeito que eu tenho que me policiar às vezes quando saio falando um monte dos “paulistanos 20-25 classe média”, pra não generalizar e pré-conceituar ninguém antes de conhecer melhor, ele deveria pensar antes de sair por aí falando prum cara que ele acabou de conhecer que não gosta das pessoas que fazem a cidade dele crescer.
Sei que você dizer, “mas você acabou de fazer o mesmo que ele, falando dos paulistanos”, bom, deixo claro que não estou generalizando, só a grande maioria que conheci até agora é assim, mas devem existir os espécimes “gente boa” em algum lugar por aí. E, bom, todas as cidades tem seus prós e contras né. Em Uberaba tá cheio de playboyzinho sem noção. Na facu mesmo já conheci uma turminha bacana. Eu parto do princípio de sempre deixar o cara falar o máximo, para só depois fazer meus julgamentos. Já que sou exatamente o tipo que fala um monte quando conhece alguém.

Não gosto de trânsito, e essa semana eu fiquei preso demasiado em engarrafamentos na Consolação e Av. Paulista.

Não gosto de professores de Matemática que lecionam em faculdades, só tive experiências ruins; malucos, egocêntricos e péssimos contadores de piada (porquê insistem?); e desse tipo, eu já me basto.

Também não gosto de reclamar, mas hoje deu vontade. Não repare.