Final de semana de Virada Cultural. Esse ano não fui, mas, voltando de um boliche com os amigos me pus a pensar como as coisas estão nesse momento: parecidas com o ano passado; aqui só, ouvindo um blues (como se fosse novidade) e degustando sentimentos como: vazio interno, confusão, solidão, saudades, urgência de fazer as coisas se movimentarem.
Fato: estou solteiro novamente, sempre estive né, mas agora, além de solteiro, sozinho…como há tempos não fico. É interessante perceber que minhas postagens por aqui tendem a aumentar nessas situações. Preencher essa lacuna com palavras é algo que alivia um pouco.
Eu não estou triste, as coisas não acabaram mal (podia ter sido mais maduro, ok, mas paciência) mas o saldo é positivo, cinco meses com poucos momentos juntos (devido à distância) porém intensos na maior parte…foi interessante e sei que vou levar muito dessa vivência comigo. Ficaram portanto, boas lembranças e alguns leves lamentos por planos que ficarão apenas na memória.
Estou só, e não gosto de estar só, não consigo extornar para o mundo o melhor de mim quando estou reflexivo e resignado (passivo diante das coisas). Eu gosto de cuidar, de amizade, de dividir. Sinto os meus problemas torne-se-ão menores quando estou cuidando de outrem, é maluco, eu sei…mas vejo isso claramente depois desses anos todos.
E retomando o raciocínio do começo, espero que essa sensação de voltar no tempo, de viver um final de semana de Virada Cultural com as mesmas sensações que final de semana Virada do ano anterior acabe logo e o resto, a solidão, a vontade de mudar, essa coisa engasgada eu sei que a vida vai cuidar quando ela bem entender.
Me mudei para um apto próxima da estação Marechal Deodoro (zona oeste, linha vermelha) no dia 26/março; e me prometi que voltaria a correr no Minhocão, que fecha todos os dias umas 21h30.