Aug 22

Não gosto de religião. Ligada a ela muitas vezes está o fanatismo, que é por si só umas das piores coisas presentes em um ser humano, seja ele religioso, político, esportivo, whatever.

Não gosto de mulheres obedientes e presas demais aos pais, elas são chatas, medrosas e previsíveis. Esses dias ouvi um: “Nossa, se eu morar com um namorado antes de casar…o que minha família iria pensar?” – me poupe, depois reclamam porque a maioria dos casamentos não dá certo. Malditos fanáticos religiosos conservadores retrógrados.

Não gosto de balada, de festa cheia ou de muvuca. Prefiro conversar com uma pequena turma na mesa, ter a oportunidade de conhecer e me identificar com os presentes. Eu sei, velho e chato, mas já conheci muitos que pensam de maneira semelhante, tranquiliza-me saber que não estou sozinho.

Não gosto de gente rasa, e por isso mesmo não consigo respeitar os “paulistanos 20-25 anos classe média”, bando de muleque mimado que anda de narizinho empinado sabendo-se os donos do mundo. Já de cara surgiram alguns na minha sala da faculdade. Ontem caminhando na saída com a “guria dependente dos pais”, o “paulistano 20-25 classe média” disse, reclamando: “cara, tenho ódio de ‘baiano’, eles só fazem merda, qualquer dia vou sair na porrada com alguém”, e completou com uma história de um “baiano” que reclamou com ele porque ele estava parado na porta do trem. Quem estava com a razão eu não sei, mas do mesmo jeito que eu tenho que me policiar às vezes quando saio falando um monte dos “paulistanos 20-25 classe média”, pra não generalizar e pré-conceituar ninguém antes de conhecer melhor, ele deveria pensar antes de sair por aí falando prum cara que ele acabou de conhecer que não gosta das pessoas que fazem a cidade dele crescer.
Sei que você dizer, “mas você acabou de fazer o mesmo que ele, falando dos paulistanos”, bom, deixo claro que não estou generalizando, só a grande maioria que conheci até agora é assim, mas devem existir os espécimes “gente boa” em algum lugar por aí. E, bom, todas as cidades tem seus prós e contras né. Em Uberaba tá cheio de playboyzinho sem noção. Na facu mesmo já conheci uma turminha bacana. Eu parto do princípio de sempre deixar o cara falar o máximo, para só depois fazer meus julgamentos. Já que sou exatamente o tipo que fala um monte quando conhece alguém.

Não gosto de trânsito, e essa semana eu fiquei preso demasiado em engarrafamentos na Consolação e Av. Paulista.

Não gosto de professores de Matemática que lecionam em faculdades, só tive experiências ruins; malucos, egocêntricos e péssimos contadores de piada (porquê insistem?); e desse tipo, eu já me basto.

Também não gosto de reclamar, mas hoje deu vontade. Não repare.

Aug 11

Durante o segundo semestre de 2006 eu cursava o terceiro semestre do curso de Sistemas de Informações da UNIUBE, em Uberaba-MG, obtive a 1º colocação no vestibular um ano antes, e pagava apenas 20% do valor total da mensalidade.

Tudo estava ótimo, mas naquele semestre eu conheciria a prof. Cidinha, e durante vários papos que tive com ela nos intervalos dos exercícios de suas aulas, fiquei convicto que meu lugar não era ali, na verdade, ela botou minhocas na minha cabeça. Soma-se a isso o fato de 6 amigos, a maioria recém-formados, tem se mudado pra cidade alguns meses antes, e constatemente me perguntaram, mesmo que de brincadeira, quando iria morar com eles.

Eu não sou exatamente um exemplo de pé no chão, e bom, antes mesmo de acabar o semestre já estava decidido, em 2007 me mudaria pra sampa. Quando me mudei, não tinha grana, conegui o emprego num golpe de sorte, que já contei aqui.

Mas uma coisa que nunca comentei foi, o fato principal que motivou minha mudança foi uma meta, a de me formar na IBTA, considerada a melhor instituição de ensino de tecnologia particular do país. Quando cheguei em sampa, claro, a ficha caiu, e vi que não seria tão simples pagar cerca de 800,00 mensais + despesas básicas.

Por muitas vezes pensei que jamais conseguiria, por muitas vezes resolvi que faria um curso numa instituição mais barata e menos conceituada, mas a promoção que aconteceu no fim do ano passado, somada com uma grande mudança de perspectiva na vida pessoal esse primeiro semestre de 2009 me fizeram mais uma vez arriscar, jogar minhas fichas nesse sonho, que hoje se tornou uma realidade palpável.

Segunda-feira, 10 de agosto de 2009, meu primeiro dia de aula; minha ficha só caiu durante a primeira aula, quando ouvia o excelente (primeira impressão) professor de Matemática Aplicada fazer o discurso de prache…

Quando cheguei em casa, meus dois grandes amigos com quem moro me aguardavam com um churrasquinho e uma garrafa de champagne, uma comemoração, um passo à mais…uma vitória. Eu já falei demais o quanto ralei pra chegar até aqui, não preciso disso mais. Hoje só quero agradecer, à eles, à todos que estão verdadeiramente felizes por mim. Obrigado.

Jul 16

Nas últimas semanas sinto extrema saudade de casa. Lembro de Uberaba e de pessoas que fizeram parte da minha vida há alguns anos atrás constantemente, queria ter uma máquina do tempo só para reviver coisas, sentir cheiros e o calor de alguns abraços. O clima tem sido deveras frio na terra da garoa.

Um dos principais motivos certamente é a diferença gritante da maneira como os paulistanos e os mineiros tratam as amizades, lá a coisa é mais próxima, é quase uma irmandade…a confiança existe, simplesmente. Aqui parecem todos distantes, sempre fazem a pose do “Foda-se você e o que você pensa. Estou preocupado é comigo.” ou até mesmo, “Sai pra lá caipira, você não é cult suficiente para ser meu amigo…”.

O que temos são pessoas solitárias… tenho sentido a solidão, estou numa ilha, cercado por tudo isso.

Hoje eu saí para um happy hour…bebi umas cervejinhas e isso fez aumentar minha saudade. Fiquei sabendo há algumas horas que o preço das passagens São Paulo – Uberaba subiram, e muita coisa aconteceu na empresa hoje, queria chegar em casa e encontrar um sorriso carinhoso pra me receber.

Espero conseguir viajar em duas semanas como combinei com amigos…

Jul 5

Flertes, desencontros, jogos, brincadeiras, excessos, frustações, exposição demasiada numa tentativa de concertar erros do passado. O primeiro semestre foi no mínimo o mais agitado dos últimos anos.

A minha terapia tem sido de choque, na última segunda-feira almocei na casa da ex, fui fazer um favor, um pedido da minha ex-cunhadinha, nem esperava encontrá-la por lá, mas lá ela estava, linda, num vestido que eu bem conhecia, alguns quilos mais magra. Qual a tática? Essa mesma, conviver com ela, tratá-la como uma comum, tirar toda a aura de magia que eu mesmo criei…o carinho que sinto, interesse, preocupação, esse jamais serão apagados, nem a sua importância em minha vida.

As outras continuam sendo as outras, vou tentando conquistar ao meu jeito tímido e aprendendo mais e mais do jogo. Elas não tem me tirado para fora da minha própria órbita.

Muitos projetos foram realizados, saltei de paraquedas há duas semanas, viajei novamente para a Serra da Canastra no último final de semana e na última segunda fiz minha 4º tattoo. Já tinha viajado ao sul do Brasil na Páscoa, e tenho planos para mais algumas viajens ainda esse ano, mais alguns saltos de paraquedas e o que mais puder. A facu começa em agosto…é algo que não me traz nenhum sentimento por hora, não tenho mais frio na barriga, medo, entusiasmo…é algo que tenho que fazer e pronto.

Sinto-me finalmente maduro em sampa, recebi uma boa proposta de negócio esse mês, de alguém importante, que pode me abrir muitas portas; parece que tenho sido mais observado do que imagino. E ainda continuo de calça social e all-star, a mesma cara de muleque, falador e sempre disposto; longe dos amigos e de olho nos inimigos, que tento manter por perto.

Engraçado, tinha algo importante que estive pensando esses dias, até formulei algumas palavras para escrever aqui. Foda-se. É madrugada de sábado, já tomei meia-garrafa de vinho, vi um filme antigo; minha vontade agora era de enviar um SMS desejando “boa noite” e dormir; terei que me contentar em apenas dormir. Boa noite.

Jun 11

Minhas canelas doem, muito. Tentei voltar a correr hoje depois de duas semanas parado…a dor que eu senti, a pior, mais até do que quando corri a primeira vez. A solução é treinar diariamente até que eu me acostume com a dor. Sempre resolve.

Está frio, aqui dentro…eu estou frio, distante. Não tenho saco para as pessoas ao meu redor. Para seus joguinhos e angústias.

Amanhã é um dia diferente, dia que representa muito pra tudo isso que vivo. Há dois anos atrás, recém terminado de um longo namoro e, sendo a parte que foi largada, era eu a curtir a fossa enquanto sabia que a ex já estava feliz da vida em um novo namoro. Nesses casos conseguimos ser melodramáticos e masoquistas ao extremo, imaginando tudo que não precisamos…
A minha mudança para São Paulo estava marcada, e já tinha distrubuído alguns currículos por email de maneira descomprometida. Acabara de perder meu alicerce e estava desolado. O plano para o dia 12 daquele ano: comprar umas garrafas de vinho e me embriagar no meu quarto. Porém a vida me pregou uma peça, naquela tarde recebi um email, de um amigo que mora em SP (no apto onde vivo hoje) avisando que tinham ligado de uma tal Fundação Cásper Líbero, e que queriam marcar uma entrevista, deixaram telefone e tudo, o interesse era grande. Uma boa dose de esperança para um moribundo. Bom, tudo deu certo, a entrevista foi marcada para o dia 14/junho, duas da tarde no 900 da Paulista, e lá estou até hoje.

A esperança é mesmo uma merda, estragou todos os meus planos de curtir aquela fossa, e venho curtindo ela de maneira suave, até os dias de hoje. É como uma droga, quando você cria esperança, sim, porque ela não vem sozinha, precisa se apoiar em algo, ela te faz ter delírios, te faz quase tocar nos seus sonhos, dopa o seu cérebro.

O problema dela é quando o efeito passa, quando você volta ao mundo real, e ele te machuca ainda mais do que antes, ele cospe na sua cara, te chama de otário sonhador, não te resta opção, precisa encarar todos de frente e levantar a cabeça. E nesse momento você é o durão…É BOSTA, por dentro você está destruído…

Mas não deixo nada disso me abalar, no fim das contas, todos temos esperança, somos todos viciados nela…e faz que todos nós sejamos patéticos. E alguém com os mesmos problemas que eu não tem força para me atingir.

Então, o que posso dizer mais? Feliz Dia dos Namorados pra vocês também. E para aqueles que como eu passará sozinho, esperança sempre…um dia você encontra a pessoa certa. ;)

May 10

Sábado foi um dos dias mais conturbados do ano, e mais importantes também.

Acordei tarde, quase meio-dia, almocei uma tigela de açai e prova às 14h00 na Av. Paulista, faculdade IBTA, finalmente resolvi arriscar tudo, voltar pra faculdade e terminar a graduação, pretendo eliminar 6 meses do curso de 2 anos e meio, e em 2011 estarei me formando.

Deveria ter dormido melhor e o preço eu paguei mais tarde, a prova foi tranquila, inclusive, tinha feito o mesmo vestibular em maio/2008, mas na época optei por não começar o curso, e tinha até mesmo questões iguais. Preguiça de montar outra prova?

Depois de sair da IBTA, fui pra casa, me troquei e já fui direto pra USP, pois tinha a corrida, Fila Night Run, prova de 5km que me inscrevi logo depois que voltei a correr. Nunca tinha participado de nenhum evento do tipo, e confesso que fiquei surpreso com a estrutura e quantidade de pessoas envolvidas. Só neste evento, 10.500 inscritos. Tinha sorteio de prêmios, distribuição de frutas, DJ, banda e muita mulher bonita, mocinhas e coroas cheias de saúde…gostei do ambiente :P

Logo na largada (20h00), começou a chover de fininho. No começo foi até difícil correr, muita gente, muitaaa gente mesmo, os mais apressadinhos foram saindo pelos cantos e passando. Alguns minutos após a largada veio a cobrança pela noite mal dormida, a canela direita começou a doer, parecia que gritava implorando para parar.
A coisa ficou realmente feia no km 2, pensei por vários momentos em desistir. Na metade desse km teve posto de hidratação, tomou uns goles de água esperando aliviar, nada. A chuva apertou.
Quando finalmente cheguei ao km 3 estava quase em desespero, muita dor, e sentimento de que não iria conseguir. Aí me veio na cabeça que não, que a idéia de fazer aquilo era exatamente essa, me superar, vencer minhas limitações, vencer a dor. E tinha mais, na noite passada eu deveria ter me cuidado, estava pagando caro por isso. Precisava terminar de qualquer forma. Munido desses pensamentos, e tentando esquecer a dor, consegui terminar a prova, nem acreditava quando enxerguei o cronômetro na linha de chegada. Ainda tive pique para apertar o passo nos últimos metros e chegar antes dos 30 minutos.

Cheguei ensopado, mas a canela já tinha parado de doer, eu nem tinha me dado conta. Peguei a medalha (todos que terminam a prova ganham, coisa fina), e fiquei debaixo de um temporal esperando o pessoal terminar a prova de 10km pra voltar pra casa. Cheguei em casa quase 23h00, tomei um banho quente, comi como um ogro e tive meu merecido descanso.

Hoje foi dia de averigar resultados: saiu o gabarito da prova da IBTA, acertei 35 questões em 40, agora é esperar a lista de aprovados. Tenho certeza que passei e já estou me preparando psicologicamente para os R$ 790,00 mensais. Os resultados da Fila Night Run também foram ótimos, tempo total: 29m11s, colocação: 547 na prova de 5km. Para quem começou a treinar à pouco mais de um mês foi acima da média. Pretendo continuar correndo, nessa mesma pegada, apenas pela prazer da coisa, só não sei ainda como vou conciliar isso com os horários da faculdade.

A conclusão é, além de importante, o final de semana foi produtivo.

May 10

Sempre me esqueço que eventos gratuitos e massivamente divulgados em SP (ou qualquer lugar) acabam se autodestruindo com a mesma rapidez que uma enchente inunda avenidas litorâneas.

Inocente da minha parte ignorar o ideal “pão e circo” da Virada Cultural, mais ainda foi me programar para assistir aos shows principais, mesmo que apenas alguns; porém esse ano nem com isso poderia contar, tudo encheu, até mesmo o ‘cine zumbi’, eu juro que tentei ao máximo evitar ‘os populares’.

Fato que estou em casa agora, sábado, próximo das 2h00, sem sono, numa mesa de RPG, prestes a iniciar mais uma sessão de AD&D com a galera. Por quê? Já que não estou cansado e meus acompanhantes pediram arrego. Nota mental: na próxima levar pessoas com culhões para encarar aquele pedacinho do inferno, eu sei que não é pra qualquer um respirar fumaça de maconha a noite toda.

Duas situações engraçadas valem ser mencionadas dentre as várias vistas no evento:
1. Uma mulher (assim, parecia O.o) chega em um PM, estavámos passando bem ao lado no momento, e ouvimos: “O senhor (sic!) sabe me informar onde tá rolando funk?” (esquecerem de avisar pra ela que é virada CULTURAL).
2. Passando pelo palco do Largo do Arouche, enquanto rolava Reginaldo Rossi (sic!), eu ouço de um cara numa rodinha: “O cara só é corno se for curioso!”. (verdade absoluta!)

Agora RPG.

 

Este post foi escrito na madrugada do dia 3 de maio, no meu caderno de anotações de RPG enquanto esperava a sessão começar, somente hoje que parei para digitá-lo.

Apr 30

Meia-noite de ontem e a turma lá de casa saindo para ir ao McDonald’s. Última semana do Gui em São Paulo. Seremos a menor formação do bando em terras estrangeiras. Aquele ditado velho que diz, “O bom filho à casa torna” parece fazer mais sentido. Claro que retorna melhor do que saiu, mas o destino é sempre a volta. Fico me questionando quando será o meu ou se mesmo acontecerá.

Fato é que nem consigo me projetar muito no futuro, e estou feliz com isso; consigo saborear o presente de maneira especial. Liguei o foda-se para poupanças financeiras, casa, carro, cachorro e família. Os meus ‘vinte e poucos’ tem que valer a pena e a decisão é curtir, viajar, explorar, conhecer. Todo o resto eu penso depois.

(pausa para reunião com superintendente)

E nela ele diz que mudaremos a plataforma de desenvolvimento na empresa, temos cerca de dois meses para escolher nossa opção e mais uns seis meses para estudos (isso na teoria, nunca é tão bonito e charmoso assim). Foi uma grande surpresa.

Há alguns anos, ‘xiita’ PHP que era, diria não, que não programaria em outra linguagem pois nada poderia ser melhor e mimimimi…mas muito mudou. Penso agora nisso tudo como nova oportunidade na carreira, semelhante a que tive 6 meses atrás, quando migrei de PHP para trabalhar num sistema pronto, mal feito e problemático, em Perl, uma ‘linguagem exótica’, mas quer saber, mesmo não sendo tudo lindo, foi ótimo, estou crescendo muito profissionalmente.

Soma-se a isso o fato de voltar para a faculdade em agosto, ou seja, os próximos anos me cobram uma imersão definitiva nesta carreira que escolhi.

Minha conclusão, é melhor continuar assim, curtindo tudo que posso, dizendo “sim” a todos as boas oportunidades pois o tempo que já era escasso ficará ainda menor.

Apr 5

minhocãoMe mudei para um apto próxima da estação Marechal Deodoro (zona oeste, linha vermelha) no dia 26/março; e me prometi que voltaria a correr no Minhocão, que fecha todos os dias umas 21h30.

Comecei na última terça-feira, dia 31; e corri todos os dias desde então, menos ontem (sábado, mereço um descanso né). Hoje o Elevado (minhocão) fica fechado o dia todo, portanto, poderia ir mais cedo; preferi deixar para fim do dia, tipo 17hrs. O que aconteceu? Chuva.

Bom, umas 19hrs ainda chuviscava, resolvi ir assim mesmo. Ótima decisão. E por isso estou aqui escrevendo agora.

Não tinha ninguém na pista, como sempre tem quando está fechado. Me alonguei e parti correndo sentido Consolação. No caminho tudo que conseguia pensar era na inusitada situação. O minhocão vazio, eu, só eu correndo…olhando os prédios, que tinham as luzes aleatóriamente acesas e apagadas, numa proporção igual. Ninguém nas janelas. A cidade que nunca dorme parecia descansar.

Nesse momento me dei conta mais uma vez do que penso: “A palavra que melhor define São Paulo é solidão!”.

Foi delicioso a corrida de hoje. Eu, a cidade e suas luzes, nada mais. Sinto apenas por não ter levado a câmera, sei que faria ótimas fotos.

Apr 2

Essa preguiça que tenho de escrever, somada a tanta coisa acontecendo…quando paro pro blog nem sei por onde começar.

De volta ao trabalho desde o começo dessa semana, tudo na mesma, muitos problemas chatos para resolver, pouca gente. Me sinto feliz de estar lá, feliz pela decisão de continuar na Cásper, esse momento pede estabilidade, e lá eu tenho isso de sobra.

Mudei de apto. Voltei a morar no QG da MPQ, com os amigos de Uberaba, minha primeira morada em SP, depois de morar um ano na Liberdade. O que posso dizer…foi ótimo, e tudo aconteceu no timing certo: morar sozinho (com estranhos) me amadureceu, acabei me aproximando mais do pessoal aqui (visitava sempre); os desentendimentos são passado, estou me sentindo à vontade, em casa; e isso é outra coisa que me deixa feliz.

Agora não precisarei mais dormir numa cama de beliche toda quebrada, já tenho estrutura, um quarto meu, com minhas coisinhas, e ’sistemático’ do jeito que sou, isso é essencial.

Estou quase acabando de ler Nietzsche: Humano, Demasiado Humano; a primeira obra dele que encarei; pesado, profundo e pertubador. Uma viajem incrível na mente humana.  Problema que levei meses pra ler um livro de 300 páginas que com certeza precisa de uma nova leitura para melhor entendimento, entretanto valeu e pena; muito.

Voltei ontem a correr no minhocão, animado com isso também, cansado dessa barriguinha flácida, vou cuidar do corpo de verdade. Comprei um bom tênis para corrida, algumas roupas leves. Trajeto leve no início, vou aumentando a cada semana. Além disso, pretendo comprar um pesinhos para malhar braços em casa; abdominais e flexões para fechar. Em maio, correr atrás de uma boa academia de dança, esse ano eu aprendo a dançar tango, salsa e afins.

Como sempre, a vida profissional caminha, progride e me inspira…a pessoal, nessa eu raramente estou satisfeito, ainda buscando verdades e um caminho; uma companhia.

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