May 10

Sempre me esqueço que eventos gratuitos e massivamente divulgados em SP (ou qualquer lugar) acabam se autodestruindo com a mesma rapidez que uma enchente inunda avenidas litorâneas.

Inocente da minha parte ignorar o ideal “pão e circo” da Virada Cultural, mais ainda foi me programar para assistir aos shows principais, mesmo que apenas alguns; porém esse ano nem com isso poderia contar, tudo encheu, até mesmo o ‘cine zumbi’, eu juro que tentei ao máximo evitar ‘os populares’.

Fato que estou em casa agora, sábado, próximo das 2h00, sem sono, numa mesa de RPG, prestes a iniciar mais uma sessão de AD&D com a galera. Por quê? Já que não estou cansado e meus acompanhantes pediram arrego. Nota mental: na próxima levar pessoas com culhões para encarar aquele pedacinho do inferno, eu sei que não é pra qualquer um respirar fumaça de maconha a noite toda.

Duas situações engraçadas valem ser mencionadas dentre as várias vistas no evento:
1. Uma mulher (assim, parecia O.o) chega em um PM, estavámos passando bem ao lado no momento, e ouvimos: “O senhor (sic!) sabe me informar onde tá rolando funk?” (esquecerem de avisar pra ela que é virada CULTURAL).
2. Passando pelo palco do Largo do Arouche, enquanto rolava Reginaldo Rossi (sic!), eu ouço de um cara numa rodinha: “O cara só é corno se for curioso!”. (verdade absoluta!)

Agora RPG.

 

Este post foi escrito na madrugada do dia 3 de maio, no meu caderno de anotações de RPG enquanto esperava a sessão começar, somente hoje que parei para digitá-lo.

Feb 2

Às vezes eu comento com amigos, apesar de ainda muleque, a preferência que tenho por mulheres, ao invés de meninas.
É certo que é muito mais difícil conquistá-las, não sou nenhum homem com a vida feita; ando de transporte público, hehehe…porém, já tenho certo independência a oferecer.

Fato é que elas agem de forma adulta, deixando de me colocar em algumas situações desnecessárias.

Escrevi à poucos dias sobre a minha ansiedade em relação à uma pessoa que surgiu na minha vida: linda, inteligente, ótimo papo, e já chegou deixando claro que estava interessada (enfatize no ‘claro’);
Ela trabalha na mesma empresa que eu. E desde que estou em sampa nos encontramos nos corredores, aquele lance de ‘oi’ e ‘bom dia’, mas nunca tínhamos nos falado até aquele dia que ela me adicionou no orkut, do nada. Me surpreendeu saber que ela tem 18 anos, aparenta bem mais.

Conversamos durante uma semana, a coisa caminhava de maneira surpreendente. Mas aí do nada ela sumiu, parou de me responder. Hoje apareceu com uma frase no MSN do tipo: “Você é o amor da minha vida, blá, blá, blá.” (não pra mim, aquela sub-mensagem que as pessoas geralmente usam para informar algo que na maioria das vezes ninguém quer saber).

Ou seja, mudou de atitude porque voltou com alguém, ou rolou algo, whatever; o problema  não é esse, só queria ser avisado disso de maneira adulta, para não ficar bancando o idiota, essa é atitude que eu admiro. E não simplesmente começar a me ignorar…nem fui eu quem a procurou.

Fato 1: independente da idade, trate as pessoas com o respeito e responsabilidade merecidos.

Fato 2: pelo a frase poupou meu ’semancol’, que já estava apitando em vermelho há alguns dias, mas tentava (homem né) acreditar que era apenas algo inexplicado.

Mar 28

Passei um excelente final de semana, fiz quase tudo que planejei. Descansei a mente e a alma.

Fazendo pão-de-queijo!Detalhe: até aprendi a fazer pão-de-queijo.

Porém, como sempre, tem que dar alguma bosta. E essa aconteceu na viajem de volta.
Pra começar, o grande “saco de vacilo” aqui deixou pra comprar a passagem no sábado, e conseguiu apenas pro último horário, 00h10 de segunda-feira.

Chegando na rodoviária, depois de encontrar as mesmas caras de sempre, me acomodo na minha poltrona. O primeiro sinal de problemas, o ônibus, por ser o último, é uma carroça, bancos mais apertados e desconfortáveis que os demais.

Ao meu lado um carinha tranquilo, não me incomodaria durante o percurso. Não ele, mas o simpático senhor sentado no banco logo atrás de mim (o último do ônibus diga-se) logo começou num ronco leve.

Alguns minutos depois o filho da puta já quase berrava, e nisso, o Bruno Gordo (um conhecido), que tinha tomado um dramim pra dormir resolve acompanhar nosso ilustre senhor. Pra completar o circo, um casal que estava no banco do lado do meu conversava, bem animados (2 horas da manhã quase). Eu pensei: “Puts…”

Mesmo com o “discreto” ronco (!) eu tive a doce ilusão de que os dois dormiriam (o casal, porque os dois filhos da puta já dormiam profundamente) em breve, ledo engano. Estava feita a “sinfonia do inferno”!

Um velho gordo roncando na minha orelha, o outro gordo que respondia o ronco do companheiro em seguida e um casal conversando, a noite inteira. Eu simplesmente não consegui cochilar por mais de dois minutos ininterruptos.

Chegando em SP!Só agora percebo o quanto aquele merdinha de MP3 player que quebrou tem feito falta. Vou ter que comprar um urgente pra mim! Inferno!

PS: Pra completar peguei trânsito chegando em SP.

Jan 31

Não podia ser diferente, todo fim-início de ano é cheio de mudanças. No dia 10 último, finalmente depois de muito penar com a incopetência paulistana (ainda vou escrever um post sobre o assunto um dia), conseguimos achar um AP, bacana, com preço justo, e em bom estado de conservação.

Bom, depois de duas semanas naquele fecha-não fecha, conseguimos fechar, e até mesmo ocupar um dos dois quartos livres. É um AP de 4 quartos, Daniel, eu, e estavam sobrando dois.

“A incrível história do Sé”
Nesse mesmo dia 10, logo depois de falar com o locatário do imóvel, e ter como quase certo o apartamento, já começamos a procurar ocupantes para os outros dois quartos.
No mesmo dia, depois de deixarmos scraps nos orkuts da vida, entramos numa comunidade da Fundação Cásper Líbero, que é a empresa onde trabalhamos, e a comunidade é composta em sua maioria por alunos da faculdade, que fica no mesmo prédio.
E tinha recado de alguns alunos, récem-aprovados no vestibular, procurando lugar onde morar. Claro, um prato cheio.
E lá que batemos de cara com um Uberabense, nem acreditamos, porra, mais um, e ainda na Cásper, entramos em contato com ele, e marcamos um dia pra ele ir conhecer o AP.

Marcamos para dois dias depois, dia 12, um sábado, e foi um outro conhecido nosso que estava interessado, o Bruno Cherúlio, também uberabense (detalhe, descobrimos mais tarde que era aniversário da peça).
Bom, depois de tudo isso, acabamos o dia num buteco em Perdizes, tomando uma cerva.

E eis que nosso ilustre Felipe (o uberabense que vai estudar na Cásper) solta uma memorável: “Cara, não aguento mais ficar na casa da minha tia, ela me faz ir na igreja (evangélica) com ela três vezes por semana!”. Pronto, não precisou de mais nada, depois de minutos de risos, o Cherúlio já tratou de apelidar o garoto, é o “Sé”.
OBS: O AP que vamos morar fica ao lado da famosa Catedral da Sé!

Bom, então, com 3 quartos ocupados, e várias tentativas pra fechar o último, aqui estamos.

Nesse final de semana eu levo minha mudança, que diga-se de passagem não é quase nada, meu pc e algumas roupas. Estou feliz, com medo, ansioso, apreensivo e agitado.

Mais uma vez recomeçando. Sempre um ponto à frente nos meus objetivos, sempre acreditando que vou chegar ainda mais longe.

Dec 1

Não tem jeito, chegando em sampa as primeiras coisas a ser comentar, aquela deixa pra puxar assunto sempre foi o pão-de-queijo, o nosso prato mais famoso, e claro, mais apreciado. Mas uma coisa é certa, podemos fazer o pão-de-queijo mais tradicional, o mais famoso, mais quem é fã mesmo do dito cujo são eles, os paulistas, ou, sendo mais específico, os paulistanos.

Item básico de muitas lanchonetes ou na rua (ambulantes!), e vende aos montes, poderia dizer toneladas.

E ainda zoam, achando que em Minas consumimos tanto quanto eles, pobres paulistas, mal sabem que são eles os verdadeiros apreciadores.

Mas os melhores ainda são os nossos. E viva o pão-de-queijo!

Oct 12

Saindo do trabalho na última quinta, véspera de feriado, 18hs, cansado pra caralho, e andando rápido, mas tranquilamente pela Paulista eu me deparei com um episódio no mínimo estranho.

Andei dois quarteirões, quando vejo uma moça, gordinha, uns 25 anos com uma placa do tamanho de uma folha A4 onde lia-se em letras garrafais: “Licca”.

Pensei mil coisas em um segundo daqueles que desperdiçamos tentando analisar situações bizarras. Ela queria encontrar alguém que não conhece, que conheceu no MSN, orkut, ou num daqueles disk-relacionamento-relâmpago…kkk…

Bom, continuei meu caminho.

Alguns metros depois, surpresa, um cara com uma plaquinha, no mesmo estilo, escrito: “Você viu a Licca?”, e pude ver de camarote quando um rapaz disse à ele que tinha acabado de passar por ela. Ele sorriu e saiu correndo desesperadamente, não pude deixar de dar uma gargalhada da situação.

Então, novamente, não pude deixar de analisar a situação, agora com esse novo fato. Primeira coisa que pensei foi, puxa que legal, ele achou a Licca, mas aí a ficha caiu, porra, a letra que tinha nas duas, digamos, plaquinhas, eram iguais, a cor da caneta (ou pincel, sei lá) era igual, até o mesmo o tamanho e textura das benditas pareciam iguais, então, eles já conheciam, e mais, fizeram as mesmas juntas.

Daí é que embaralhou tudo, mas porque? Porque isso?
Seria um exercício de teatro, ou coisa de dois malucos, ou alguma brincadeira da TV, ou sei lá o que…até agora não sei…

E você, viu a Licca?