Nov 12

Eu criei mais uma teoria; mas antes: ’sim, resolvi retomar isso aqui, não vou conseguir deixar o meu site pronto tão cedo, a vida deu uma nova guinada e novas metas surgiram. Bateu a vontade de escrever’.

Ato I

Então, a teoria, ela é muito simples, e faz parte de todos nós quando crianças: “experimentar, ousar e descobrir”.

A teoria tem embasamento empírico forte: o que move o mundo é a mundança, o que motiva o crescimento é o risco e o que nos faz feliz é novo. Simples assim, na teoria, claro. A maioria não tem “bolas”.

Eis alguns exemplos: Mudar de visual todos os dias; comprar um tipo de roupa que nunca usou; ouvir uma música de uma banda que você não gosta, de uma banda desconhecida da Suécia ou Austrália; comer algo exótico, ou que você diz não gostar; experimentar coisas novas na cama; viajar para uma cidadezinha não-turística; fazer esportes de aventura; praticar nerdices; ver um filme do leste europeu seguido de um curta porcamente produzido; experimentar coisas que tiram você de orbita; beber um destilado novo, novas cervejas; contrariar alguém que você ama; gastar todas suas economias numa festa, ou em várias; beber com desconhecidos e conversar como se fossem velhos amigos; é…botei essa merda toda em prática esse ano.

Ato II

Junte a essa teoria um exercício ainda mais complicado, o de dizer o que pensa, de verdade, para as pessoas…mesmo que seja ofensivo ou bizarro; é assustador. Fato, ainda não consigo fazer isso 100% do tempo, mas estou melhorando meus números. Ver a cara de susto do receptor, ou expressão de surpresa faz com que eu me sinta vivo, capaz de despertar emoções sinceras.

Comecei esse texto há alguns dias, mas a falta de tempo me fez abandoná-lo, hoje um fato em uma conversa de MSN-das-madrugadas me fez voltar ao texto e terminá-lo, exatamente esse, dizer toda a merda que se passa pela minha mente, até tuitei meu último pensamento pós-acontecido:
“Dei a ela uma visão tão apocalíptica que prefiriu atacar, depois, …, se retirar. Acho que fiquei demasiado sincero nos últimos anos.”

Passado o mal-estar, dei risadas, sinceras, de quem não deve mais nada e pode simplesmente deixar rolar, despertei ali alguma coisa, chuto que: ofensa, raiva, desconforto e covardia; não importa se o que fiz foi bom ou ruim, afinal isso é apenas conceito e a linha que o divide é tênue. Foi lindo.

Ato III

Esse cárater que estou formando (ou a falta dele! :P ) é ambíguo, contraditório e confuso. Divertido na minha ótica. E os comportamentos imprevisíveis. Isso me dá tesão.

PS: não sei quanto tempo essa recaída literária vai durar.

Apr 13

Sabe aquela máxima: quando você está bem, o universo conspira ao seu favor, atrai pessoas e abre possibilidades.

Viajem feita nesse feriado de Páscoa. Lance de última hora, decisão na porra-louquice mesmo. Logo de cara me acontece uma coisa incrível, conheço alguém interessante de uma maneira que parece filme. Aguardemos pelos próximos acontecimentos.

Sem falar que é um lugar show, Santa Catarina. Fiquei em Jaraguá do Sul, uma cidade do interior, por volta de 100 mil habitantes, pertinho da praia (uns 30km). Clima agradável, qualidade de vida, natureza e desenvolvimento; fiquei fã, fácil que poderia envelhecer por ali.

Sep 2

Tempo feio pela manhã, sem vontade de sair da cama.
Ressaca moral, maldita sensação, dava pra ter feito mais, é sempre assim…
Abri os olhos preguiçosos, mais 5 minutos eu pedi…5×5 minutos eu fiquei; ou mais.

Olhos pesados, é; ressaca moral é dose, não, não foi o vinho; são os pensamentos.

Manhãs de segunda-feira são ruins, mas domingo é pior. Eu já tentei todas as saídas.
Acordar cedo, tomar um belo café, fazer um monte de coisas, almoçar.
Dormir até tarde, almoçar direto, ou tomar um belo café na hora do almoço.
Dormir à tarde, ver filme, visitar os amigos.

Mas chega fim de tarde, e não adianta dormir, fugir ou fazer qualquer coisa; bate uma depressão, uma coisa ruim, angústia.
Mistura de sentimentos ruins. Não sei explicar o que acontece, chamo de “Depressão de fim de domingo”.
A coisa se vai até acabar o dia; até conseguir dormir; sempre acordo péssimo.

Já ouvi outras pessoas comentarem de sintomas semelhantes…mas não tenho idéia de quão grave seja o problema.
Alguém se manifesta?

Aug 27

Tem gente que precisa comprar um gato.
Preocupa-se demais com os defeitos alheios, não consegue respeitar as dificuldades ou pontos fracos.

Eu gosto de conhecer as pessoas, sempre gostei, gosto de conversar, compartilhar experiências e maneiras de lidar/enxergar situações. Isso me torna um chato invasivo muitas vezes, mas foda-se, eu tenho muitas coisas boas para oferecer.

Porém existem defeitos que tornam as pessoas desiteressantes, a intolerância, seja física, mental, social, religiosa, o caralho…querer cuidar da vida dos outros é um sério problema, mal conseguimos cuidar de nossas próprias.

Para esses eu passei a usar uma brincadeira que ouvi uma certa vez (e depois de rir muito, já que foi apropriado para quem ouviu). São pessoas que precisam comprar um gato, que vem com 7 vidas para o xarope cuidar.

Aug 26

Se voltasse no tempo com toda a experiência que tenho hoje não cometeria os mesmos erros.
Cometeria outros, tá, poderiam ser pequenos e insignificantes, porém isso me tornaria uma pessoa chata, perfeita demais. E se tem uma coisa que aprendi a evitar é essa idéia de perfeição, certo, ideal…como disse o Coringa no último filme do Batman: “Eu sou um cachorro louco que está correndo atrás dos carros. Eu não saberia o que fazer se pegasse um.”

O clichê que quero é: viver um dia de cada vez todas as experiências possíveis, viajar pelo mundo, conhecer, aprender.

Quando se perde a “razão” de fazer coisas sobra a vontade, como o cachorro que corre atrás do carro. Continuar nesse ciclo de cometer erros, se arrepender, aprender com eles e guardar para si a vivência é uma excelente vontade, que cobre por hora esse vazio existencial.

Apr 24

Sabe o que eu amo nas pessoas? Amo as pessoas que gostam da vida, de aprender e se tornar mais interessante do que a maioria.

velho.jpgDas pessoas que pensam antes de falar e falam sem pensar, daquelas que são verdadeiras nos sentimentos. Daquelas que eu sei que nunca vão gostar de mim, nem perder dois minutos de conversa simplesmente porque não sentem vontade.

Gosto das pessoas que amam um estilo, que vivem suas raízes e pregam suas filosofias, que simplesmente não tem perfil, são tudo e todos, de acordo com a necessidade. Atores, profissionais ou amadores que exploram a dor de ser.

“De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada
são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? O antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa… da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro…
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem”

O Teatro Mágico – De ontem em diante

Dec 1

Não tem jeito, chegando em sampa as primeiras coisas a ser comentar, aquela deixa pra puxar assunto sempre foi o pão-de-queijo, o nosso prato mais famoso, e claro, mais apreciado. Mas uma coisa é certa, podemos fazer o pão-de-queijo mais tradicional, o mais famoso, mais quem é fã mesmo do dito cujo são eles, os paulistas, ou, sendo mais específico, os paulistanos.

Item básico de muitas lanchonetes ou na rua (ambulantes!), e vende aos montes, poderia dizer toneladas.

E ainda zoam, achando que em Minas consumimos tanto quanto eles, pobres paulistas, mal sabem que são eles os verdadeiros apreciadores.

Mas os melhores ainda são os nossos. E viva o pão-de-queijo!

Nov 20

É, pensei muitas vezes que o clima ‘ambiente corporativo’ era fácil demais, e que eu iria me adaptar muitooooo rápido. Ás vezes penso que não é bem assim, essa história de burocracia pra lá, relatório pra cá é um pé no saco. Você sente que seu tempo está sendo desperdiçado, e sua produtividade vai pelo ralo, enquanto os seus projetos ficam cada vez mais complexos, e os prazos diminuim numa proporção inversa.

Claro, os lados positivos tem que ser levados em conta, muito em conta. Benefícios, vale-isso, vale-aquilo, planos e seguros. E além disso tem a melhor parte, que esse tipo de empresa costuma ser flexível, dar oportunidades de crescimento impensáveis se falando dos ambientes em que eu estava acostumado em Uberaba.

Mas no fim das contas, meus pensamentos continuam a ser focados nas minhas insanidades de sempre, colocar a vida em dia, matar fantasmas, cumprir palavras, juntar uma grana, e sumir no mundo. Me procurar, me encontrar por aí, como já disse uma vez, em Londres ou São Joaquim da Barra.

E quanto ao ambiente corporativo, tô me divertindo, aprendendo e me adaptando. Dando meus palpites e levando na filosofia de sempre: “sempre o seu melhor”!

Fim de ano chegando…em breve quero fazer aquele balanço, nunca fui dessas coisas, mas esse ano foi especial, merece!

Oct 12

Saindo do trabalho na última quinta, véspera de feriado, 18hs, cansado pra caralho, e andando rápido, mas tranquilamente pela Paulista eu me deparei com um episódio no mínimo estranho.

Andei dois quarteirões, quando vejo uma moça, gordinha, uns 25 anos com uma placa do tamanho de uma folha A4 onde lia-se em letras garrafais: “Licca”.

Pensei mil coisas em um segundo daqueles que desperdiçamos tentando analisar situações bizarras. Ela queria encontrar alguém que não conhece, que conheceu no MSN, orkut, ou num daqueles disk-relacionamento-relâmpago…kkk…

Bom, continuei meu caminho.

Alguns metros depois, surpresa, um cara com uma plaquinha, no mesmo estilo, escrito: “Você viu a Licca?”, e pude ver de camarote quando um rapaz disse à ele que tinha acabado de passar por ela. Ele sorriu e saiu correndo desesperadamente, não pude deixar de dar uma gargalhada da situação.

Então, novamente, não pude deixar de analisar a situação, agora com esse novo fato. Primeira coisa que pensei foi, puxa que legal, ele achou a Licca, mas aí a ficha caiu, porra, a letra que tinha nas duas, digamos, plaquinhas, eram iguais, a cor da caneta (ou pincel, sei lá) era igual, até o mesmo o tamanho e textura das benditas pareciam iguais, então, eles já conheciam, e mais, fizeram as mesmas juntas.

Daí é que embaralhou tudo, mas porque? Porque isso?
Seria um exercício de teatro, ou coisa de dois malucos, ou alguma brincadeira da TV, ou sei lá o que…até agora não sei…

E você, viu a Licca?