Normalmente nas turmas que me meto sou sempre o caçula, o mais novo, o pentelho, o muleque; e sempre gostei desse status, uma mistura de maduro com toque de abusado.
E graças a essa vivência acabo por participar de problemas de amigos queridos que eu só deveria ter alguns anos depois, e acabo aprendendo com o erro deles; evito cometer as mesmas cagadas. Tem gente do tipo masoquista que diria que é isso errado, e que bonito mesmo é cometer os mesmos erros…besteira, afinal, a lei máxima é que sempre cometeremos erros, se não cometer esses, cometerei outros; pelo menos eu estou sendo original, fugindo do clichê; talvez isso torne os meus erros inovadores mais fáceis de serem perdoados.
Outra vantagem de ser caçula é clássica: ser tratado com um certo carinho pelos mais velhos em volta, coisa de instinto, de proteger o futuro da manada mesmo…presente sutilmente em algumas atitudes. Mas essa conflita bastante com meu comportamento precoce, e gosto disso, existe um misto de respeito aliado a esse cuidado todo.
O único problema, claro, tem que exister problemas, é por muitas vezes me tornar o careta e/ou chato para as que vivem plenamento sua idade, e não conseguir conviver com eles sem uma hora ou outra me pegar censurando-os pelas suas preocupações “medíocres”, aos meus olhos insensíveis, claro…porque os problemas nunca mudam, apenas as perspectivas.
Então eu sigo lutando contra essa limitação de relacionamento e aprendendo com os mais velhos ao meu redor e suas falhas interessantes aos meus olhos.

