Jun 11

Minhas canelas doem, muito. Tentei voltar a correr hoje depois de duas semanas parado…a dor que eu senti, a pior, mais até do que quando corri a primeira vez. A solução é treinar diariamente até que eu me acostume com a dor. Sempre resolve.

Está frio, aqui dentro…eu estou frio, distante. Não tenho saco para as pessoas ao meu redor. Para seus joguinhos e angústias.

Amanhã é um dia diferente, dia que representa muito pra tudo isso que vivo. Há dois anos atrás, recém terminado de um longo namoro e, sendo a parte que foi largada, era eu a curtir a fossa enquanto sabia que a ex já estava feliz da vida em um novo namoro. Nesses casos conseguimos ser melodramáticos e masoquistas ao extremo, imaginando tudo que não precisamos…
A minha mudança para São Paulo estava marcada, e já tinha distrubuído alguns currículos por email de maneira descomprometida. Acabara de perder meu alicerce e estava desolado. O plano para o dia 12 daquele ano: comprar umas garrafas de vinho e me embriagar no meu quarto. Porém a vida me pregou uma peça, naquela tarde recebi um email, de um amigo que mora em SP (no apto onde vivo hoje) avisando que tinham ligado de uma tal Fundação Cásper Líbero, e que queriam marcar uma entrevista, deixaram telefone e tudo, o interesse era grande. Uma boa dose de esperança para um moribundo. Bom, tudo deu certo, a entrevista foi marcada para o dia 14/junho, duas da tarde no 900 da Paulista, e lá estou até hoje.

A esperança é mesmo uma merda, estragou todos os meus planos de curtir aquela fossa, e venho curtindo ela de maneira suave, até os dias de hoje. É como uma droga, quando você cria esperança, sim, porque ela não vem sozinha, precisa se apoiar em algo, ela te faz ter delírios, te faz quase tocar nos seus sonhos, dopa o seu cérebro.

O problema dela é quando o efeito passa, quando você volta ao mundo real, e ele te machuca ainda mais do que antes, ele cospe na sua cara, te chama de otário sonhador, não te resta opção, precisa encarar todos de frente e levantar a cabeça. E nesse momento você é o durão…É BOSTA, por dentro você está destruído…

Mas não deixo nada disso me abalar, no fim das contas, todos temos esperança, somos todos viciados nela…e faz que todos nós sejamos patéticos. E alguém com os mesmos problemas que eu não tem força para me atingir.

Então, o que posso dizer mais? Feliz Dia dos Namorados pra vocês também. E para aqueles que como eu passará sozinho, esperança sempre…um dia você encontra a pessoa certa. ;)

Apr 2

Essa preguiça que tenho de escrever, somada a tanta coisa acontecendo…quando paro pro blog nem sei por onde começar.

De volta ao trabalho desde o começo dessa semana, tudo na mesma, muitos problemas chatos para resolver, pouca gente. Me sinto feliz de estar lá, feliz pela decisão de continuar na Cásper, esse momento pede estabilidade, e lá eu tenho isso de sobra.

Mudei de apto. Voltei a morar no QG da MPQ, com os amigos de Uberaba, minha primeira morada em SP, depois de morar um ano na Liberdade. O que posso dizer…foi ótimo, e tudo aconteceu no timing certo: morar sozinho (com estranhos) me amadureceu, acabei me aproximando mais do pessoal aqui (visitava sempre); os desentendimentos são passado, estou me sentindo à vontade, em casa; e isso é outra coisa que me deixa feliz.

Agora não precisarei mais dormir numa cama de beliche toda quebrada, já tenho estrutura, um quarto meu, com minhas coisinhas, e ’sistemático’ do jeito que sou, isso é essencial.

Estou quase acabando de ler Nietzsche: Humano, Demasiado Humano; a primeira obra dele que encarei; pesado, profundo e pertubador. Uma viajem incrível na mente humana.  Problema que levei meses pra ler um livro de 300 páginas que com certeza precisa de uma nova leitura para melhor entendimento, entretanto valeu e pena; muito.

Voltei ontem a correr no minhocão, animado com isso também, cansado dessa barriguinha flácida, vou cuidar do corpo de verdade. Comprei um bom tênis para corrida, algumas roupas leves. Trajeto leve no início, vou aumentando a cada semana. Além disso, pretendo comprar um pesinhos para malhar braços em casa; abdominais e flexões para fechar. Em maio, correr atrás de uma boa academia de dança, esse ano eu aprendo a dançar tango, salsa e afins.

Como sempre, a vida profissional caminha, progride e me inspira…a pessoal, nessa eu raramente estou satisfeito, ainda buscando verdades e um caminho; uma companhia.

Feb 18

Mal comum neste século da tecnologia, dinamismo, globalização; leia-se, cobranças cada dia maiores, insanidade produtiva, stress; é o famoso: “é urgente” ou “com urgência”.

Tudo é urgente. Parece que as pessoas descobriram que essa palavra impõe medo na maioria dos trabalhadores CLT que rebolam diariamente com medo de serem vitimados pela crise ou qualquer outra desculpa.

Aprendi com esses anos de experiência, trabalhando com stressados, materialistas e imediatistas, desesperados e ‘macacos véios’ que o nível de urgência é algo subjetivo, e deve-se ter ‘felling’ para tal.
Concordem comigo, se for realmente urgente, caso de vida ou morte, ou pior (para nossos amigos gerentes e empresários) vai ser perder grande quantia em dinheiro, a pessoa vai se fazer entender, vindo pessoalmente, ou ligando para deixar tal fato claro.

De resto, se é apenas um email ou telefonema calmo às 17h45 de uma sexta-feira, analise bem, é realmente prioridade e você precisa se foder por isso; ou pode esperar. Mas lembre-se, seja sempre sutil ao lidar com nossos parceiros/colegas/colaboradores com a síndrome da urgência.

Comentem sobre, é urgente.

Oct 15

Bons dias se passam. Queria sintetizar isso tudo em palavras, mas no momento elas me faltam. Sobra-me um sorriso, tímido ainda. Uma sensação de que o tempo amadure (mais!) e junto traz bons ventos. Resultado de muito trabalho.

Fim de grande projeto se aproxima, estou exausto, ao mesmo tempo que ganhei uma grande oportunidade na empresa. Mudar de setor, aprender uma nova linguagem de programação e conhecer o funcionamento de um importante negócio da Fundação, o BestShopTV. Isso trouxe alívio, segurança para os próximos passos.

Agora preciso tomar decisões importantes, rumos para 2009 / 2010. Isso pesa. Ainda não tenho idéia do que quero. Tem faculdade pra terminar, sonhos para realizar; qual deles pode esperar?

Sep 13

Livros em vários cantos, sei, já fui mais organizado…numa época em que eu lia apenas romances policiais, ouvia apenas BB King, Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana, Angra e Velhas Virgens. Eu sempre chegava ao trabalho no horário certo, nunca faltava às aulas, de estudar eu nunca fui mesmo; me aproveitando sempre dessa facilidade, sempre passava com boas médias.

Estagiário numa escola de informática, web-designer de uma empresa de fundo de quintal, que cresceu, se incubou numa universidade, cursos, responsabilidade, 15 anos. Namoro. Um dos idealizadores de um grande portal de busca, virou sucesso, pena que saí antes, já estava desgastado…montei minha própria empresa.

Me emancipei, fiz uma tattoo.

Tinha 16 anos, sala alugada no centro, conta em banco, um sócio e funcionários. Criamos um projeto inovador, vender porrinha de boi (inseminação), é, isso mesmo, e até ganhamos um bom dinheiro com isso. Virou referência na área, o tal “Portal do Sêmen”.
Ahh, as descobertas, segundo e terceiro colegial noturno…matar aula na sexta-feira pra ir comer costela e beber cerveja. Usar da emancipação pra simplesmente ir embora quando desse na telha.

Segunda tattoo.

Festa de formatura, a melhor da minha vida. Entrei na faculdade…Publicidade e Propaganda. Faltou grana, saí… Fiquei mal, grandes mentes conheci ali.

Meio do ano de 2005, vestibular apenas pra exercitar, 1º colocado! Bolsa de 80%, Sistemas de Informação… É isso então, vou mesmo me tornar um programador. Até então eu ainda tinha uma quedinha pelo mercado publicitário.
Mais decepções com projetos profissionais… Empresa quebrada, dívidas, nome sujo, tentativas frustradas de recuperação.
Decepção com o curso. Estudava muito por fora, web 2.0, criação de sites profissionais, portais; meu curso não tinha grandes matérias relacionadas… Aprendi o que pude nas aulas, mas simplesmente ignorava algumas; fazia o necessário pra passar.

Chegar um pouquinho mais tarde no trabalho. Faltar ao trabalho, aos dois empregos… Beber, encher a cara… Já tinha respeito nessa época, era um dos melhores da área na minha cidade. Eu me achava “o cara”.

Aí fudeu tudo, amigos se mudam pra Sampa, Uberaba começou a ficar pequena demais pra mim, já conhecia todo mundo na minha área, já tinha trabalhado em todos os lugares, já tinha feito de tudo, tentado de tudo. Uma professora do curso quase arrumou minhas malas ela mesma… Obrigado Cidinha. Término de um longo relacionamento… Sampa!

Terceira tattoo.

Livros por todos os cantos, DVD’s, mantimentos, produtos de limpeza, uma garrafa de vodka vazia e uma Black Label pela metade sobre o guarda-roupas comprovam, já fui mais organizado.

Sep 9

Olhar distante, queria estar longe mas se perde dentro de mim. Não consigo descansar, nem quando durmo. A cabeça não para, vai e volta num ciclo viciante de tudo!

Fase complicada, vou me afundar em trabalho por um tempo pra relaxar. Dar tempo ao tempo…tempo…tem-po…palavra escorregadia, passa por ti e você nem percebe; depois volta te cobrando promessas, sonhos e angústias. Olho distante porquê não estou aqui. Onde troca de canal?

Entre tantos começos e recomeços na vida e ainda me perco; foi mais fácil me mudar de cidade, sem grana e cheio de disposição; trocar sentimento é ainda um mistério…

Sempre tive dificuldade para criar raízes, mas elas vão fundo. Vou botar um pouco de supérfulo na vida, preencher o vazio com mais vazio.

Se perguntarem por mim, diz que fui por aí!

Aug 19

Pensamentos banhados em café
Trabalho, pra ser mais exato
Necessário, como todo vício
Pressão.

A saudade já virou ansiedade,
A vontade, VONTADE!
A saudade…

Desligar, recarregar, não vai adiantar.
Pressão.

Mar 4

Alguns meses após começar aqui na Fundação eu recebi um grande presente (ou pepino), fazer a nova versão do site GazetaPress (clique para ver a versão antiga). Um site de venda de fotos.

Já tinham modelado o banco de dados, tinham todos os documentos de escopo e por aí vai, bastava executar. Foi aí que eu aprendi, e descobri, que as coisas não estavam tão “analisadas” assim, muitos fios de cabelos brancos depois, remodelagens no banco de dados e alterações no escopo, terminei a parte administrativa do site. Depois disso, o Daniel (que tinha acabado de entrar na empresa) entrou no projeto. E somou muito. Fizemos o site usando minhas classes, JQuery, vários recursos em AJAX e aplicando tudo que pudemos dos conceitos WEB 2.0.

Seis meses depois o site ficou pronto, no final de dezembro pra ser mais exato. Após testes por parte dos usuários, migração dos dados antigos e “patotis”, cá estamos, dia 04 de março.

Lançamento oficial da nova versão do GAZETA PRESS. A versão 5.0.

GazetaPress

O primeiro grande projeto da minha carreira (de visibilidade nacional), o primeiro na Fundação Cásper Líbero, o primeiro em SP. Temos recebido feedback’s positivos, o que aumenta ainda mais minha satisfação, e me anima para a execução do nosso projeto atual, o novo site do Gazeta Esportiva, simplesmente um dos 100 sites mais acessados do Brasil segundo o ranking Alexa.

E vamos que vamos!

Feb 12

É, achei que nem fosse passar perto, e aqui estou…no meio do parque do Ibirapuera, no maior evento de internet do Brasil, segundo estão dizendo por aí. Não por menos o que não falta no local é nerd e pc com acesso à internet, pra todo lado, stand da Telefônica, Caixa Econômica, Prefeitura de São Paulo, etc.

 O lugar tá bacana, pena que não pagamos os 100 pila pra entrar na área principal do evento, ficamos só na vontade mesmo…mesmo assim valeu alguns minutos de visita, altas coisas de tecnologia, brinquedinhos inovadores e fascinantes. Quem sabe algumas previsões para o futuro estejam aqui disponíveis hoje. Gostei.

Pra completar, o lugar é lindo, BIENAL, no meio do Parque do Ibirapuera…lindo mesmo, tenho que tirar um dia pra visitar com calma, um sábado de preferência, pra passar o dia. Promessas para 2008? Não sei ainda…mas eu venho um dia.

 Bom, como disse, valeu por alguns minutos, mas tô mesmo é doido pra tomar um banho e cair na cama, principalmente depois da aventura pra chegar até aqui.

A aventura

A nossa “boss” Vanessa convenceu o Roberto (superintendente, “the super boss”) a nos liberar para vir no evento hoje, à partir das 15h00. Saímos e nos encontramos com ela no metrô Trianon-MASP, até aí tudo bem. Ela nos disse que íamos pegar o carro dela no metrô Alto do Ipiranga, tranquilo, linha verde, 20 minutos e lá.

Daí, um compromisso rápido e pronto, “go to Campus Party”, que nada, mais 20 minutos e estavamos em São Bernardo do Campo, 16h00…ela disse: “Uma reunião rápida, 20 minutos….”

17h10 saímos de lá…depois de ficar num ponto de ônibus olhando o movimento…puts…que tédio, o Daniel quase teve um ataque…rssss…(detalhe para a praga da chuva que ele jogou…)

 Pegamos trânsito na Anchieta, e finalmente conseguimos pegar a interminável rua Vergueiro (parada para cerveja e salgadinho), deviam colocar no Guiness Book, rua filha da puta de grande.

No meio do caminho e perdidos, pois a Vanessa não sabia direito o caminho, e o Daniel e eu, imagina então…e pra piorar a praga do viadinho ainda pega, chuva, chuva pra caralho!

Depois de mais um tempão no trânsito, perde informação daqui, para dali, entra em rua errada, não sei mais o quê, eis que lá 20h00 chegamos no local. Mais uma meia-hora pra estacionar, e enfim, chegamos…puts…como disse, valeu, por alguns minutos, pela partida de Totó, e zéfini, tô aproveitando a net, o tédio, e o fato de esperar a Vanessa e o namorado (que tem as credenciais para entrar na área principal) pra escrever esse desabafo post.

 Carái de asa!

E assim foi minha visita ao Campus Party, espero ter tempo e grana para participar decentemente no ano que vem, aliás, desse e de vários outros eventos bacanas que rolam aqui na terra da garoa…essa vida proletária…

Dec 9

Clima de fim de ano, e várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, muitas mudanças no trabalho, muitos projetos novos, oportunidades e claro, cobranças e responsabilidades.

Gui deu uma doida (pra variar) e resolveu pintar a sala do AP, tá tudo de perna pro ar, mas tá rolando, Kopinha mandou bem nas artes, e estamos aí, dando uma de pintores. Tá ficando bacana. É bom mudar, começar o ano novo de casa nova.
Passei a máquina 1 no cabelo hoje, não sei, mas acho que combina com meus pensamentos, um cara de doido, latino, ou algo assim, só vendo pra tentar definir.

Por falar nisso, como tenho feito levantamentos esses últimos dias, pensando mais do que qualquer época em tudo que aconteceu esse ano, todas as mudanças. Já escrevi várias vezes sobre isso, então nem vou repetir tudo.

Queria mesmo era estar virando o ano mais tranquilo, mas isso parece longe de acontecer. Longe mesmo…mas como sempre falo: “vamos que vamos!”.

Ainda não decidi onde vou passar Natal e Ano Novo, e isso deve acontecer mesmo de última hora, vamos ver se vai sobrar grana pra alguma coisa também. Nessa ‘vibe’ de baixo orçamento tá foda. Tomara que o esquema da chácara do Fifo dê certo, o bando precisa de reunião dessas, muito tempo que nada acontece.

Uma semana de férias me fará bem no fim de ano, tomará que seja a transição final desse ano agitado.

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